Ava, newly arrived in Hong Kong from Dublin, spends her days teaching English to rich children. Julian is a banker. A banker who likes to spend money on Ava, to have sex and discuss fluctuating currencies with her. But when she asks whether he loves her, he cannot say more than "I like you a great deal." Enter Edith. A Hong Kong–born lawyer, striking and ambitious, Edith takes Ava to the theater and leaves her tulips in the hallway. Ava wants to be her—and wants her. And then Julian writes to tell Ava he is coming back to Hong Kong... Should Ava return to the easy compatibility of her life with Julian or take a leap into the unknown with Edith? Politically alert, heartbreakingly raw, and dryly funny, Exciting Times is thrillingly attuned to the great freedoms and greater uncertainties of modern love. In stylish, uncluttered prose, Naoise Dolan dissects the personal and financial transactions that make up a life—and announces herself as a singular new voice.
Exciting Times -
Naoise Dolan
Sally Rooney só que mais maluca
A personagem principal, Ava, logo no início do livro "Exciting Times", lembra a autora Sally Rooney, por ser irlandesa e comunista, assim como muitos personagens principais de Rooney, e também pela melancolia e falta de comunicação entre as pessoas. O que torna Ava especialmente interessante é a dualidade dela, desesperada por conexões humanas e constantemente buscando sinais de aprovação, mas ao mesmo tempo desprezando qualquer sinal de abertura. Este paradoxo sugere que, se Ava é aprovada e validada pelos parceiros como ela deseja, essa aprovação já não tem valor. Outro ponto interessante é o contraste entre os dois amores de Ava. Eu, particularmente, teria escolhido Julian também. Com Julian, Ava luta constantemente por poder na relação, implorando para que ele admita seus sentimentos. Antes de seu relacionamento com Edith, esse era o foco principal da vida de Ava, pensando em mensagens engraçadas para respondê-lo, arquitetando maneiras de agradá-lo e vivendo para ele. No entanto, depois que Edith entra em cena, Julian admite que Ava é "muito importante" para ele, e a indiferença de Ava em relação a essa declaração carinhosa é mais um exemplo da mudança constante das coisas e de sua importância para Ava. Um ponto negativo do livro é a forma artificial como a autora, Naoise Nolan, trata os sentimentos de Ava. É difícil não comparar Nolan com Rooney, então vou fazê-lo. Em "Pessoas normais" e "Conversas entre amigos", Rooney tem uma narrativa simples que não impede os leitores de se conectarem com os fatos narrados. A identificação com os personagens ocorre de forma natural, através dos diálogos, podemos empatizar e nos relacionar com Connel, Marianne, Frances, Nick, etc. Nolan não tem a mesma habilidade. Ela tende a explicitar exageradamente os sentimentos de Ava, o que acaba prejudicando a construção dos outros personagens. Embora esse estilo possa resultar em frases memoráveis, tira um pouco da naturalidade das dinâmicas. Algo específico do relacionamento entre Edith e Ava que me incomodou foi a resposta fácil para todos os problemas de Ava nesse relacionamento, quase como se Edith fosse uma salvação para todos os problemas da personagem principal. Edith frequentemente faz comentários precisos sobre o mundo interior de Ava, mesmo que as interações narradas entre elas sejam sobre coisas banais. Isso mostra como a construção das duas personagens foi superficial e pouco detalhada. Por outro lado, gostei muito dos paralelos estabelecidos entre a construção da língua inglesa, que Ava ensina para crianças, e a própria construção da personagem. Assim como a língua é um conjunto de regras e exceções que precisam ser seguidas e aprendidas, Ava também tenta se encaixar em um conjunto de normas e expectativas sociais, mas acaba se perdendo em meio a tantas exceções e exceções às exceções.
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