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    A Dama das Camélias (Grandes Obras / Livros de Bolso Europa-América #163) - La dame aux camélias

    Alexandre Dumas Filho

    [Mem Martins] Publicações Europa-América
    2003
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-13: 5601072406636
    Português
    4.1
    6356 avaliações
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    A Dama das Camélias (1848) [ISBN: 9789721005747] '-' A mais famosa história de amor de uma cortesã 'dans le demi-monde parisien chic'...' o affair entre o jovem estudante de Direito Armand Duval e a bela, mas delicada e enfermiça cortesã Marguerite Gautier que irá sucumbir à tuberculose. Ela tinha o hábito de usar camélias de cores diferentes (branco quando estaria à disposição dos amantes, vermelho quando não está bem; a narração constitui uma narrativa dentro da narrativa, já que Armand Duval conta sua aventura ao narrador inicial do romance. . . [Sobre o Autor] A. Dumas Filho nasceu em Paris, em 1824, vindo a morrer em Marly-le-Roi, no ano de 1895. Filho natural do autor d’ Os Três Mosqueteiros, fez a sua estreia nas Letras com uma colectânea de poemas e aos 23 anos escreveu La Dame aux Camélies, que devia imortalizar definitivamente o seu nome. O romance transformou-se em peça de teatro e o êxito desta nos palcos foi determinante na vida do autor, apontando-lhe a carreira de dramaturgo, à qual se dedicou. Neste domínio, legou à posteridade algumas obras de valor, entre as quais se contam "La Dame aux Perles" (1854), "Le Demi-Monde" (1855), "La Question d’ Argent" (1857), "Le Fills Naturel" (1858), "Un Père Prodigue" (1864), sem contar as peças em que colaborou a coberto de pseudónimos. O teatro de Alexandre Dumas, Filho, além de constituir um documento de real interesse para o conhecimento da sociedade francesa do Segundo Império, foi também uma tribuna de que o escritor se serviu para se bater pelos ideais que lhe estavam a peito: a luta pela igualdade e contra as injustiças da sociedade do seu tempo. "A Dama das Camélias" ("La Dame aux Camélies") é certamente uma das obras mais populares de todas as literaturas de todos os tempos. E, se os críticos literários se dividem na apreciação que fazem da obra, esta recebeu indubitavelmente o aplauso unânime do público leitor em todo o mundo. Contam-se por dezassete filmes que nela se inspiraram. ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/La_dame_aux_camélias https://en.wikipedia.org/wiki/La_Dame_aux_Camélias https://fr.wikipedia.org/wiki/La_Dame_aux_camélias https://pt.wikipedia.org/wiki/La_traviata https://aoutrameninabennet.blogs.sapo.pt/a-dama-das-camelias-alexandre-dumas-24018 https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/

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    Régis Maz picture
    Régis Maz13/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um trágico e maravilhoso clássico

    A Dama das Camélias se passa em 1847 e foi lançado em 1948, em meados do século XIX, foi escrito pelo francês Alexandre Dumas (filho) baseado na experiência de sua juventude com uma cortesã chamada Marie Duplessis que, muito jovem, morreu de tuberculose impactando Alexandre Dumas (filho) a ponto de inspirá-lo a escrever esse romance de cunho autobiográfico. A narrativa se inicia com o narrador tomando conhecimento do leilão dos pertences de Marguerite Gautier: uma elegante cortesã francesa que acabara de morrer de tuberculose. A história vai sendo descortinada aos poucos, no início o personagem que narra a história não causa muita simpatia e sua curiosidade me parece completamente despropositada e sem sentido, mas ao seguir adiante, logo Armand Duval aparece e através de suas lembranças e de seu ponto de vista conhecemos Marguerite e seu destino de sofrimentos. Armand Duval se apaixona perdidamente por Marguerite na primeira vez que a vê e um tempo depois se declara para ela que aceita tê-lo como amante, correspondendo seu amor em pouquíssimo tempo. Apesar do pouco tempo de vida que lhe resta Marguerite decide que viverá aquele amor, mesmo que a sociedade ache que uma mulher em sua condição não devesse amar e ser amada. O livro é cheio de questionamentos sobre a prostituição e o tratamento recebido pelas mulheres que são obrigadas a recorrerem a esse meio de subsistência e também levanta questionamentos acerca da hipocrisia da sociedade machista que inferioriza a mulher, achando-se no direito de possuí-las como um bem que denota status para depois descartá-las para proteger o nome da família e uma falsa honra que só é adquirida através do dinheiro. A leitura é fluída e em um piscar de olhos as páginas voam enquanto seguimos esses personagens tão distantes de nossa realidade atual, mas mesmo assim com uma história de amor e preconceitos que acontecem até os dias de hoje. Marguerite é muito inteligente e astuta e lida muito bem com o ciúmes, a possessividade, e as vezes, a imaturidade de Armand, que a ama, mas que exige dela coisas impossíveis para uma mulher em sua condição. Reconheço que senti certa raiva da imaturidade de Armand, que mesmo tendo conhecimento prévio da vida que Marguerite levava, não consegue se abster de causar rugas infantis enquanto ela está apenas tentando sobreviver da única maneira que pode. Marguerite retribui seu amor, mas parece que apenas isso não basta para satisfazer sua necessidade e a todo tempo fica tentando mudá-la, mesmo ciente de não poder assumí-la completamente. Têm momentos em que ele é totalmente egoísta, mimado e cruel. O amor dos dois, apesar do que citei acima, é um amor verdadeiro, mas, como acontece em muitos clássicos, esse amor terá objeções por parte da família e da sociedade tendo então um fim trágico que já está prenunciado no início do livro. Magistralmente Alexandre Dumas (filho) soube colocar suas críticas e reflexões sobre a sociedade da época tocando o leitor profundamente com sua autobiografia e a tragicidade do que se passou. A narrativa da parte final do livro é tão intensa e tocante que é impossível passar por ela sem verter uma lágrima se quer. Apreciei muito a leitura desse romance histórico, que ainda diz muito sobre as relações de amor e do preconceito da sociedade que, por vezes, ainda parecem os mesmos de séculos atrás. Recomendo para todos esse grande clássico.

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