The Art of Being -

    Erich Fromm

    Open Road Media
    2013
    126 páginas
    4h 12m
    ISBN-10: B00BBPWAH4

    Though laptops, smartphones, and TVs have in many ways made life more convenient, they have also disconnected us from the real world. Days are spent going from screen to machine, machine to screen. In The Art of Being, renowned humanist philosopher and psychoanalyst Erich Fromm draws from sources as varied as Sigmund Freud, Buddha, and Karl Marx to find a new, centered path to self-knowledge and well-being. In order to truly live, Fromm argues, we must first understand our purpose, and the places where we lost it. This ebook features an illustrated biography of Erich Fromm including rare images and never-before-seen documents from the author’s estate.

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    João Magalhães12/04/2020Resenhou um livro
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    "Spin-off" do To have or to be?

    Li a edição da Constable de 2011 Livro com capítulos não incluídos em sua mais famosa obra, "To have or to be?". O livro começa muito bem, definindo o conceito de o que é "ser" um ser humano, ou a arte de ser. em tradução livre: "A questão crucial hoje é, como eu vejo, se conseguimos reconstituir o conceito clássico de liberação interna e externa (da mente) com o conceito da razão em seus dois aspectos, como aplicada na natureza (ciência) e ao homem (autoconsciência)." p. 8 Na primeira parte do livro Fromm descorre sobre algumas barreiras que impedem o homem de atingir autoconsciência através de sua natural produtividade, como nos capítulos "No Effort, No Pain", onde critica a cultura de menor esforço possível em todas as esferas de nossa sociedade, principalmente para estudar. De novo, em tradução livre: "Relacionada com a doutrina de não-esforço está a de "sem-dor" (no-pain). Essa, também, tem uma qualidade fóbica: evitar sob quaisquer circunstâncias dor e sofrimento, fisicamente e, particularmente, mentalmente. A era do progresso moderno diz levar o homem a uma terra prometida onde não há dor." p. 26 Também critica o medo em excesso (ou fobia) do autoritarismo, que ele chama de antiautoritarismo: "O medo do autoritarismo serve para racionalizar um tipo de loucura, um desejo de escapar da realidade. A realidade impõe suas leis no homem, leis que ele só pode escapar em sonhos ou em estados de transe - ou na insanidade." p. 29 Fromm traz conceitos budistas, faz paralelos com Tai Chi Chuan e se baseia bastante em Freud em boa parte do livro, que trata de psicoanálise (principalmente auto-análise). Também traz influência de Marx em seu pensamento sociológico. Na última parte do livro, Fromm se arrisca sem sucesso ao defender ideias comunistas para o bem-estar de uma sociedade. Bem superficialmente tenta defender o pensamento marxista da coletivização dos meios de produção, respeitando as posses individuais das pessoas, como se isso fosse possível. Deixa muito a desejar pois não traz nenhuma relação lógica em suas afirmações nessa última parte do livro. Recomendo, após ler o livro de Fromm, assistir ao documentário Cuba e o Cameraman, disponível na Netflix, e focar na história dos irmãos Borrego, pois se conversam muito bem, quase que diretamente com o tema proposto pelo título do livro "The Art of Being" e com o modelo de natureza humana de Spinoza, também defendido pelo autor.

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