O Futuro da Humanidade -

    Augusto Cury

    Sextante
    2020
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9786555640809
    Português Brasileiro

    O futuro da humanidade conta a aventura de Marco Polo – o principal personagem dos romances de Augusto Cury –, quando ainda era um jovem estudante de medicina. Ao entrar para a faculdade, cheio de sonhos e expectativas, Marco Polo se vê diante de uma dura realidade: a falta de sensibilidade dos professores, que não percebem que, por trás dos sintomas de seus pacientes, existem complexas histórias constituídas de lágrimas, perdas e decepções. Indignado, o jovem inicia uma arriscada batalha contra profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com transtornos psíquicos precisam mais de diálogo do que de remédios. Quem o guia nessa jornada é o excêntrico Falcão, um morador de rua que conhece a fundo a mente humana e está disposto a ajudar Marco Polo a mudar a abordagem clássica da psiquiatria. Inspirado em sua própria experiência, Augusto Cury nos presenteia com uma ficção comovente que nos faz refletir sobre os rumos da sociedade e de nossa vida.

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    Rômullo Carvalho picture
    Rômullo Carvalho02/01/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A sociedade está doente

    Neste primeiro livro de Cury, os passos do estudante de Medicina Marco Polo encontram-se com o do mendigo Falcão, supostamente, um sábio. No decorrer da história, os dois debatem temas pertinentes sobre a essência humana, o poder da psique, a destruição das emoções, a "ditadura da hipótese" e o sistema social doentio em que vivemos. Deve-se ressaltar que a primeira metade do livro é muito boa, os pensamentos do autor são bem apresentados através dos personagens o que acaba tornando o livro numa aula de filosofia e psicologia. Da segunda metade do livro até o final, a história cai um pouco devido ao afastamento dos dois personagens e o caminho, profissionalmente, trilhado por Marco Polo. O livro nos ensina o porquê de amar ao próximo e respeitá-lo, baseando-se não apenas em ensinamentos religiosos e sim em teses da própria filosofia. O "princípio da corresponsabilidade inevitável" é apresentado e os argumentos são excelentes, fazendo-nos concordar com esse pensamento. Há ainda discussões sobre Deus, sobre a soberba e arrogância dos poderosos, depressões, sofrimentos psíquicos dos seres humanos, relação familiar, entre outros. Além de severas críticas a indústria farmacêutica, constatando a exploração do capitalismo nessa área e ao eterno embate entre Psiquiatria versus Psicologia. Não é um clássico da literatura, mas é uma obra que nos alerta sobre os problemas mentais que sofremos sem, ao menos, imaginarmos.

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