História das Relações Internacionais do Brasil -

    Antônio Carlos Lessa, Carlos Eduardo Vidigal, Francisco Fernando Monteoliva, Henrique Altemani De Oliveira

    Saraiva Uni
    2020
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788571441286
    Português Brasileiro

    Muitos foram os desafios internacionais, as circunstâncias adversas e as pressões internas para que a política exterior brasileira pudesse atender, na medida do possível, as demandas da sociedade. Entre sucessos e frustrações, o país consolidou sua soberania e uma tradição de autonomia e universalismo que, a despeito da atual conjuntura, orientarão seus passos futuros. Para que os leitores possam debater o que esperar das relações internacionais do Brasil para os próximos anos, esta obra faz um apanhado histórico de seis momentos importantes do País: a Independência e definição do Estado Nacional (1822-1845); Soberania, intervencionismo e pragmatismo (1845-1889); Americanismo, ativismo e frustração (1889-1930); o Desenvolvimento, autodeterminação e latino-americanismo (1930-1961); Autonomia, universalismo e sul-americanização (1961-1989); e, por fim, O Brasil no mundo globalizado (1990-2019). Além disso, esta nova edição traz ainda uma reflexão sobre as relações internacionais do Brasil no governo Michel Temer e no primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro.

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    Thiago 04/04/2023Resenhou um livro
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    História da Diplomacia Brasileira

    Ao obter sua independência em 1822, o recém formado estado brasileiro necessitava resolver diversas questões internas e externas. Por ser uma monarquia rodeada de repúblicas, nosso país sempre era visto com desconfiança por nossos vizinhos, que temiam as ambições expansionistas do Império do Brasil. A diplomacia foi essencial na formação do território brasileiro, seja tentando evitar um conflito que se acreditava inevitável com a Argentina, seja na demarcação das fronteiras com os países limítrofes. Após o golpe que derrubou a monarquia, o Brasil procurou se aproximar mais de seus vizinhos e dos Estados Unidos, país sempre cortejado por boa parte dos governos brasileiros, mas nem sempre havendo reciprocidade nessas relações. Ao começar a se industrializar, o país procurou fazer um política externa independente, nem sempre sendo bem sucedido nisso, mas que influenciaria nossa política externa até os dias de hoje. É fato que ao longo de sua história o Brasil, teve bastante sucesso considerando sua importância e influência no mundo, com alguns picos de ambições muito altas, como o desejo do país ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Mesmo assim, não deixa de ser um exemplo de país que procura exercer sua influência por meio do soft power, defendendo os direitos humanos e a autodeterminação dos povos. Este é o último livro da coleção e, sem dúvida, o melhor e serve como um bom resumo e introdução ao tema.

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