O seminarista -

    Bernardo Guimarães

    Principis
    2019
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8594318693
    Português Brasileiro

    Filho de um fazendeiro, Eugênio tem uma forte amizade com Margarida, a filha de um dos empregados. Dessa proximidade nasce um novo sentimento, mas a união desses dois jovens não é bem vista. Assim, os pais do rapaz enviam-no para seminário, contando-lhe que a moça se casou - quando, na verdade, ela fora expulsa da fazenda. Tamanha decepção faz com que Eugênio se dedique de coração à vida eclesiástica. Até o dia em que ele descobre a verdade. Embora todo o sofrimento da perda amorosa, o jovem dedica-se à vida espiritual e acaba ordenando-se sacerdote. Volta então à aldeia natal para rezar a sua primeira missa. Lá encontra a sua antiga paixão, Margarida, que está à beira da morte. Os dois não resistem ao impulso afetivo e mantêm relações. Em seguida, a heroína morre. Eugênio,ao iniciar a missa de um defunto,descobre que aquele era Margarida e assim enlouquece de dor afetiva e moral.Joga sua roupa de padre no chão e sai correndo pela porta principal da igreja.Desesperado.Sem controle.Estava louco. Apesar de sua dimensão melodramática, o romance apresenta uma das mais veementes críticas ao patriarcalismo, em toda a literatura do século XIX.

    Edições (13)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (246)Ver mais
    Clio picture
    Clio26/05/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O Seminarista é uma história singela, não de amor apesar de ser relacionado a ele. Essa obra, como outras pelas quais o autor é lembrado, retrata como a brutalidade, a estupidez das instituições pode destruir a vida das pessoas. Normalmente, qualquer obra que busque criticar a Igreja Católica ou o Patriarcado termina sendo rica em concupiscência e deboche, a História fornece relatos reais que influenciam os escritos. Contudo, Margarida não é uma Maria Madalena ou uma Jezabel, Eugênio não é um Padre Amaro; o amor deles é romântico, tímido, algo que lembra em muito a corte entre Bentinho e Capitu em seu início. E se a pressão e manipulação paterna e eclesiástica motivam a separação, a retidão moral dos protagonistas a prolonga. Há, obviamente, uma possibilidade de questionamento sobre essa posição, mas vale lembrar que a obra foi escrita em 1872 - se hoje a cultura luso-brasileira ainda foca na obediência familiar, quase um século e meio antes algo assim era praticamente impensável. A minha edição apresentou alguns problemas com a lombada e o papel branco brilhante é pouco desconfortável. Não há outros problemas no volume. Recomendo.

    157 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 3693
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas3%