Erasmo de Rotterdam : Triunfo y Tragedia de Un Humanista -

    Stefan Zweig

    Grupo Planeta (GBS)
    2011
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788449317194
    Espanhol

    Stefan Zweig se refirió al gran humanista Erasmo de Rotterdam como el primer «europeo consciente de serlo». Para él, Erasmo era el «maestro venerado», al que se sentía unido no solamente en lo espiritual sino sobre todo en el rechazo de toda clase de violencia. Esta «figura de alguien que tiene razón no en el ámbito tangible del éxito sino únicamente en sentido moral» fascinaba a Zweig. La fortaleza de espíritu y la dificultad para decidirse a actuar constituyen el «triunfo y la tragedia» de Erasmo. Stefan Zweig intenta, con su biografía, que Erasmo replique con lo que fue el sentido de su vida: la justicia. Sabe que «el espíritu libre e independiente, que no se deja atar por ningún dogma y que evita tomar partido, no tiene patria en la tierra».

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    Karin de Guise06/07/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Faltou falar sobre a história da Igreja

    O livro é bom, mas não é o melhor de Stefan Zweig. Estão presentes a escrita elegante, a perspicácia psicológica ao analisar a personalidade das personagens, mas ele não deu a mesma atenção à história em si. Ele não fala, por exemplo, da infância de Erasmo, que era filho de padre católico com uma lavadeira. O leitor tem que estar familiarizado com a história da Reforma protestante para acompanhar e entender a história e o desenrolar dos acontecimentos. É uma pena, pois o livro poderia ter sido também uma excelente análise religiosa, com foco na Igreja católica e no papado, além de uma análise da gênese das Igrejas protestantes e das revoltas que fomentaram seu surgimento e agitaram a Europa no século XVI. O leitor que não conhecer essa história, corre o risco de ficar meio perdido no texto e achar o livro cansativo. O ponto alto é a análise da diferença entre as personalidades de Erasmo e Lutero. Trechos: “Para Erasmo, o humanista, Cristo é o mensageiro de toda a humanidade, o Divino, que deu o seu sangue para eliminar todo derramamento de sangue e todo conflito do mundo; por outro lado, Lutero, o soldado de Deus, enfatiza a palavra do Evangelho, que afirma que Cristo veio "não para trazer paz, mas a espada". “Lutero se transforma em um lobisomem, possuído por uma fúria gigantesca que nenhuma consideração ou justiça pode conter. De sua natureza natureza selvagem e violenta, ele busca essa guerra repetidamente ao longo de sua vida, porque a luta não parece ser apenas uma forma prazerosa de viver, mas também a mais moralmente correta. "Um homem, especialmente um cristão, deve ser um homem de guerra", ele diz, orgulhoso ao se olhar no espelho, e em uma carta posterior (1541), ele leva essa confissão até o céu com a afirmação misteriosa "é certo que Deus luta". No entanto, Erasmo, como cristão e humanista, não conhece um Cristo combativo e um Deus guerreiro. Ódio e vingança parecem a ele, o aristocrata da cultura, uma recaída no plebeu e no bárbaro. Toda a agitação, briga, cada disputa selvagem o enoja. Como uma natureza conciliatória, ele tem tanto desgosto pela luta quanto esse estado de coisas traz prazer a Lutero”

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