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    Elantris -

    Brandon Sanderson

    Gollancz
    2020
    555 páginas
    18h 30m
    ISBN-10: 1473217709
    4.4
    5863 avaliações
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    Elantris was the capital of Arelon: gigantic, beautiful, literally radiant, filled with benevolent beings who used their powerful magical abilities for the benefit of all. Yet each of these demigods was once an ordinary person until touched by the mysterious transforming power of the Shaod. Ten years ago, without warning, the magic failed. Elantrians became wizened, leper-like, powerless creatures, and Elantris itself dark, filthy, and crumbling. Arelon's new capital, Kae, crouches in the shadow of Elantris. Princess Sarene of Teod arrives for a marriage of state with Crown Prince Raoden, hoping -- based on their correspondence -- to also find love. She finds instead that Raoden has died and she is considered his widow. Both Teod and Arelon are under threat as the last remaining holdouts against the imperial ambitions of the ruthless religious fanatics of Fjordell. So Sarene decides to use her new status to counter the machinations of Hrathen, a Fjordell high priest who has come to Kae to convert Arelon and claim it for his emperor and his god. But neither Sarene nor Hrathen suspect the truth about Prince Raoden. Stricken by the same curse that ruined Elantris, Raoden was secretly exiled by his father to the dark city. His struggle to help the wretches trapped there begins a series of events that will bring hope to Arelon, and perhaps reveal the secret of Elantris itself. A rare epic fantasy that doesn't recycle the classics and that is a complete and satisfying story in one volume, Elantris is fleet and fun, full of surprises and characters to care about. It's also the wonderful debut of a welcome new star in the constellation of fantasy.

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    Tamirez Santos picture
    Tamirez Santos13/08/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Elantris

    Quem é leitor de fantasia sabe o quanto é difícil encontrar livros em volume único e esse é exatamente um dos diferenciais desse livro. Elantris foi a primeira publicação do autor Brandon Sanderson, o mesmo da trilogia Mistborn e Os Executores, e eu estava muito ansiosa para conhecer essa história que certamente não desapontou. Aliás, virou favorita. Todo o mundo desenvolvido por Sanderson é novo e único, há toda uma criação de magia, política e religião. É necessário que o leitor mergulhe no livro para desbravar o que lhe é apresentado. Essas novas descobertas aliadas ao fato de a história de diversificar e mudar de rumo a todo o momento concedem um tom voraz à leitura, já que quando alcançamos certo ponto é impossível parar de ler. O livro acaba por também ser uma prova que para escrever uma boa história de fantasia não são necessários uma infinidades de livros que muitas vezes nem chegam a ser concluídos ou perdem de rumo no meio da história. “Era como se Elantris estivesse empenhada em morrer, uma cidade cometendo suicídio.” A trama principal envolve política e religião e é nisso que vamos focar durante toda a narrativa. A proposta de casamento entre os dois reinos não foi feita por amor, é uma transação e como os dois protagonistas não chegam a se conhecer, não há destaque para o romance, o que eu acho ótimo. O que acontece é que o autor consegue trabalhar todas as relações de forma muito orgânica e natural, fazendo com que o leitor se sinta envolvido pelos personagens e se pegue inclusive torcendo para que certas coisas aconteçam. Os capítulos narrados por Hrathen são os mais lentos pois são neles que teremos a perspectiva política e religiosa mais bem explicada e explorada. Isso faz com que ao mesmo tempo em que ele possa ser, a princípio, o personagem a se menos gostar, aquele em quem mais devemos prestar atenção para compreender a trama. Ele é um sacerdote da fé, mas não é cego por ela como muitos que seguem a mesma doutrina. Sua missão é converter Arelon em três meses para impedir que a cidade seja tomada a sangue e espadas. Ele entende que existe alternativa e coloca esse peso em seus ombros. Ele crê, mas questiona e eu acho esse aspecto muito importante, pois é a forma mais sensata de encarar qualquer doutrina. Sarene é uma personagem muito sagaz e objetiva. Ela arrumou esse casamento para ajudar o seu reino, sem se preocupar com os sentimentos que viria ou não a ter como o noivo. Seu propósito vai além, ela crê em sua missão e está disposta a fazer o que for necessário para que as coisas ainda andem nesse caminho, já que seu príncipe não pode mais ajuda-la. Para isso ela não vai esperar sentada e buscará ajuda entre aqueles que apoiavam Raedon, alguém que mantinha pensamentos muito diferentes dos do pai, um rei sem muito dom e que não soube conduzir seu povo ou a economia. “Isso é Elantris, sule. Não tem essa coisa chamada ajudar. Dor, insanidade e um monte de imundice são as únicas coisas que encontrará aqui.” O príncipe, que está isolado e sem saber o que acontece fora dos muros de seu confinamento, busca lá formas de manter a sanidade. Há gangues estruturadas dentro da cidade e pessoas que apenas perderam a sanidade para a dor e a fome. Mas ele, que sempre teve um propósito em sua vida e que é uma pessoa obstinada não vai sentar e esperar ser corroído pelo tormento. Raedon vai estudar Elantris, buscar as respostas que fora dos muros ninguém quer falar sobre, encontrar alternativas e tentar dar ao seus novos companheiros e a si, melhores formas de sobrevivência. Porque mesmo que amaldiçoados, eles ainda estão vivos. Um elemento que também é muito interessante são os Seons, seres de luz que são vinculados a uma pessoa e servem como forma de comunicação com outras que também o possuam. Entretanto, se alguém com um Seon vira um elantrino, o vínculo se perde e o ser acaba por enlouquecer junto com o seu “dono”. Há toda uma complexa linguagem de símbolos ligada a magia de Elantris, a qual o autor afirma ter sido inspirada na construção da língua da Coreia, onde viveu por um tempo e pode fazer sua pesquisa. Os símbolos são listados no fim do livro e ajudam o leitor a visualizar o que era comentado durante a narrativa. A edição física também conta com um breve mapa que mostra a posição dos reinos mencionados, o que ajuda o leitor a se localizar geograficamente. Uma das coisas mais legais sobre a trama é que nunca sabemos verdadeiramente o que está acontecendo, há sempre algo escondido e a trama que cerca todos os personagens é muito bem construída. Mesmo com todos os mistérios, não sobram pontas soltas, o autor ata todas elas assim que as perguntas começam a fervilhar em nossa cabeça e há uma sequência incessante de twists na história, fazendo com que ela nunca caia na monotonia e um novo problema sempre seja adicionado ao tabuleiro. “Ele espera que as mulheres sejam tolas, então serei tola. É muito mais fácil manipular as pessoas quando elas presumem que você não têm cérebro suficiente para lembrar seu próprio nome.” Eu já tinha lido Mistborn do mesmo autor e mesmo havendo algumas semelhanças, é possível ver como ele monta suas histórias de forma diferente. Elantris é muito mais eletrizante enquanto Mistborn toma o seu tempo, pois tem muito mais espaço pra se desenvolver. Algo que é notável também é como o autor soube construir a personagem feminina. Sarene é forte e destemida, mas também é frágil e tem seus medos, demonstrando nos momentos certos cada um dos pontos, dando profundidade e credibilidade à personagens. Homens criando personagens femininas – em fantasia – é sempre um desafio e a fórmula apresentada nesse livro está perfeita. Elantris entrou pra lista de favoritos e agradeço a indicação muito válida que recebi de várias pessoas para fazer essa leitura. É um mundo vasto e inesquecível, com personagens magníficos e profundos, caminhando em uma história que surpreende a cada novo conjunto de páginas, trazendo novidade à narrativa e proporcionando uma imersão profunda em um universo rico em detalhes. Certamente vale a leitura!

    325 curtidas

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