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    As Ruínas da Abadia de Fitz-Martin (Raridades do Conto Gótico #3) -

    T. I. Horsley Curties

    Sebo Clepsidra
    2021
    36 páginas
    1h 12m
    ISBN-13: 9786587515052
    Português Brasileiro
    4.2
    58 avaliações
    Leram56Lendo0Querem21Relendo0Abandonos0Resenhas10
    Favoritos4Desejados21Avaliaram58

    O primeiro clube de assinaturas da Editora Sebo Clepsidra oferece à comunidade de aficionados pela literatura gótica a oportunidade de ampliação de seu repertório por meio de leituras coletivas de noveletas e contos inéditos no Brasil. Além de trazerem noveletas e contos avulsos, os chapbooks e bluebooks muitas vezes traziam antologias de narrativas góticas. Entre essas antologias, uma das mais exemplares foi Romances and Gothic Tales (1801), que reunia seis narrativas publicadas anonimamente em um panorama da literatura gótica ideal para aqueles que se iniciavam nesse arquitexto. Editada por Ann Lemoine, um dos pilares da indústria dos bluebooks, essa antologia traz o fato curioso de reproduzir em seus dois primeiros contos a estratégia das narrativas emolduradas (enquadradas dentro de uma narrativa-moldura) tão comuns em romances góticos como O Monge (1796) e Manuscrito Encontrado em Saragoça (1805). O primeiro deles, que ofereceremos em janeiro como o terceiro livreto da coleção Raridades do Conto Gótico, é intitulado “The Ruins of the Abbey of Fitz-Martin”, que narra a mudança de uma família e seus empregados para as ruínas herdadas por seu patriarca. Tanto a viagem quanto a entrada nesse local e sua consequente exploração são uma verdadeira aula da construção do locus horrendus ou locus terribilis, com seu mergulho na noite, as tentativas de arrombamento de portões enferrujados, corredores tomados por teias e a descoberta de masmorras que são verdadeiros ossários. O segundo conto, “The Bleeding Nun of St. Catherine’s”, utiliza-se do expediente muito comum de emular o texto de um manuscrito antigo, e será nesse documento, lido por uma personagem do primeiro conto, que o passado assombroso da abadia ganha vida. O título faz uma óbvia alusão á personagem de Johann Karl August Musäus, que havia sido baseada em uma lenda e incluída no conto “O Rapto” (1786), e que posteriormente foi popularizada pela inclusão desse conto no célebre romance de Matthew Gregory Lewis. Para o leitor do início do século XIX, isso deixava claro sua filiação ao gótico terrífico. Embora constem como obras separadas no sumário de Romances and Gothic Tales, trata-se de um exemplo perfeito de como as narrativas emolduradas se retroalimentam e se ressignificam. A inclusão de "As Ruínas da Abadia de Fitz-Martin" em nosso clube, portanto, oferece uma amostra do tipo de enredo que circulava nas antologias góticas vendidas como bluebooks, do trabalho desenvolvido na criação do “espaço gótico” e de como essas histórias davam margem para a criação de conexões transtextuais com outras obras. Ao pesquisar mais a fundo os textos, descobrimos que os dois primeiros contos da antologia Romances and Gothic Tales são excertos (levemente editados) do romance Ancient Records (1801), de Thomas Isaac Horsley Curties (às vezes creditado como T. J. Horsley Curties).

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    Renan Caíque picture
    Renan Caíque20/04/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    As Ruínas da Abadia de Fitz-Martin

    “Ruínas da Abadia de Fitz-Martin” (1801) de T. I. Hosrley Curties, narra a mudança de Sir Thomas Fitz-Martin e sua filha Rosaline para um novo lar que contém uma história sombria e assustadora: outrora lá era uma abadia, e um Barão perverso utiliza a transgressão de uma freira que lá vivia como ferramenta para conseguir ficar com a propriedade e transformá-la em sua própria morada. Mas após conseguir posse da propriedade, o Barão é atormentado pelo espectro da freira vagando pela casa. Depois de o Barão morrer, a casa fica desocupada durante muito tempo até que Thomas Fitz-Martin resolve se mudar para lá com sua filha Rosaline. O clima de suspense e mistério e os elementos góticos reinam neste conto: a abadia abandonada cheia de ruínas, um barão cruel, câmaras de tortura, fantasmas, etc. Rosaline é talvez a heroína da história, pois após ouvir os relatos sobre a freira, ela é a única com coragem suficiente para vagar por todos os cantos da casa à procura de alguma coisa sobre a antiga e misteriosa moradora, e descobre algo chocante. Ficam algumas dúvidas: quem afinal foi esta freira? E o barão? E o que aconteceu com Rosaline após o desfecho perturbador do conto? Algumas destas perguntas tem resposta no próximo conto: "A Freira Sangrenta do Mosteiro de Santa Catarina".

    4 curtidas

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