Cry, The Beloved Country -

    Alan Paton

    Penguin Books
    1987
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 0140181733

    Cry, the Beloved Country, the most famous and important novel in South Africa’s history, was an immediate worldwide bestseller in 1948. Alan Paton’s impassioned novel about a black man’s country under white man’s law is a work of searing beauty. Cry, the beloved country, for the unborn child that is the inheritor of our fear. Let him not love the earth too deeply. Let him not laugh too gladly when the water runs through his fingers, nor stand too silent when the setting sun makes red the veld with fire. Let him not be too moved when the birds of his land are singing, nor give too much of his heart to a mountain or valley. For fear will rob him of all if he gives too much. The eminent literary critic Lewis Gannett wrote, “We have had many novels from statesmen and reformers, almost all bad; many novels from poets, almost all thin. In Alan Paton’s Cry, the Beloved Country the statesman, the poet and the novelist meet in a unique harmony.” Cry, the Beloved Country is the deeply moving story of the Zulu pastor Stephen Kumalo and his son, Absalom, set against the background of a land and a people riven by racial injustice. Remarkable for its lyricism, unforgettable for character and incident, Cry, the Beloved Country is a classic work of love and hope, courage and endurance, born of the dignity of man.

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    Júlio07/07/2024Resenhou um livro
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    Reconciliação (?) (Série Volta Literária ao Mundo: #2 - África do Sul)

    Este livro foi escrito às vésperas do Apartheid e trata da descrição de diferentes realidades dentro do povo sul-africano. O personagem principal do livro é Stephen Kumalo, um pastor anglicano dum povoado do interior da África do Sul, onde vive com sua esposa. Após receber a notícia que sua irmã não está bem, Kumalo resolve ir para Joanesburgo para vê-la e aproveita a oportunidade para procurar por seu filho, de quem não ouve notícias há alguns anos. Ao chegar em Joanesburgo, Kumalo se sente sobrecarregado pela "cidade grande" e começa sua saga para encontrar seus familiares (irmã, filho e também seu irmão). Para sua grande frustração, todos eles se desviaram do "bom caminho" e participam, em maior ou menor grau e independentemente, de vidas ilícitas. Sem menos esperar, Kumalo ver sua vida ligada a James Jarvis através de um evento traumático para ambos, e a partir daí ambos se ver numa relação em busca de paz, perdão e reconciliação. Anacronismo OFF: Esse livro de Alan Paton, com certeza foi importante quando foi escrito para diminuir os aspectos racistas existentes e ferventes na África do Sul pré-Apartheid, mostrando a honra e dignidade de um personagem preto (Kumalo), boa parte do livro se concentra nele. Mostra suas dores, sua simplicidade, seu sofrimento pelo errado, e sua busca para ser sempre uma pessoa melhor. Paton mostra que através da cooperação entre todos, a África do Sul poderá ser um país melhor no futuro. Anacronismo ON: É importante o apoio de pessoas em posição de poder para ajudar na luta de minorias; com certeza Paton conseguiu apresentar isso dentro do cenário no qual o livro foi escrito. Contudo, ficou sempre presente na minha mente o fato de ser um branco escrevendo sobre vivências pretas. No livro, os brancos são mostrados como bons, evoluídos, virtuosos, fontes do bem e vítimas; já os pretos são a expressão do que é ruim, criminoso, vicioso, negativo e lascivos. O protagonismo de Kumalo é diminuído pela "magnificência" de Jarvis. Mesmo sendo um pastor, Kumalo meio que é apresentado como "fraco" (o que o torna bem humano, na verdade), enquanto Jarvis é um baluarte e seu defeito apresentado (que me lembro) foi não ter convivido mais com o filho. O filho de Jarvis é revolucionário, quer a integração entre todos da África do Sul, enquanto o filho de Kumalo é um criminoso. Finalizando: É um livro de outra época, de outros valores, pré-crise racial no país. Vale a pena a leitura. Kumalo e suas perspectivas são envolventes.

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