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    Por uma revolução africana - Textos políticos

    Frantz Fanon

    Zahar
    2021
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788537819128
    Português Brasileiro
    4.6
    42 avaliações
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    Uma poderosa coletânea que marca o desenvolvimento político e filosófico de um dos mais importantes pensadores da luta antirracista e anticolonial. Recém-formado, em 1953 Frantz Fanon deixa a França para chefiar a ala psiquiátrica de um hospital na Argélia, encontrando um país em combustão social. No ano seguinte, eclode a guerra pela independência. Mergulhado na situação dramática vivida pelo povo argelino e africano em geral, ele adere ao movimento revolucionário como intelectual e militante da Frente de Libertação Nacional. Por uma revolução africana é uma bússola do percurso de Fanon, oferecendo um panorama privilegiado do desenvolvimento de sua obra e de suas teses políticas, filosóficas e psicanalíticas. Escritos entre 1951 e 1961– anos decisivos em que produziu os clássicos Pele negra, máscaras brancas e Os condenados da terra – e agora reunidos nessa poderosa coletânea de artigos, ensaios e cartas, seus textos políticos dão prova da potência transformadora e original que fez de seus pensamentos e ações um modelo paradigmático do intelectual ativista. Médico, filósofo político, teórico do colonialismo e das possibilidades de superá-lo, militante da independência africana, o psiquiatra martinicano foi antes de tudo um revolucionário, inspiração central para os movimentos negros e de direitos civis no mundo. Por meio de uma profunda análise da situação do colonizado – que pode diagnosticar através de sua experiência médica diária –, Fanon disseca a opressão imperialista e o efeito psicológico devastador causado pelo racismo, examinando questões como o panafricanismo, os sentidos da negritude na África e no Caribe e a atitude da esquerda francesa diante da Guerra da Argélia. Autor incontornável, Frantz Fanon nos dá as chaves para compreender os mecanismos da estrutura racista e colonial que segue nos assombrando. O livro tem prefácio de Deivison Faustino, professor da Unifesp e especialista na obra de Fanon. “O mais poderoso teórico do racismo e do colonialismo do século XX.” – Angela Davis

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    Rodrigo | @muitacoisaescrita picture
    Rodrigo | @muitacoisaescrita02/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    📚 Os ensaios e artigos políticos de Frantz Fanon publicados neste livro cobrem o período mais ativo de sua vida: de 1952, ano de publicação de “Peau noire, masques blancs”, até 1961, ano de publicação de “Les Damnés de la terre” (e, infelizmente, também de sua morte). ⠀ 📚 São quase 10 anos de distância entre uma obra e outra. A coletânea “Por uma revolução africana” nos mostra o desenvolvimento do pensamento de Fanon nesse intervalo, que coincide com o período de eclosão da guerra de independência argelina, que, por sua vez, é um fator crucial para compreender a obra fanoniana em sua totalidade, uma vez que ele escreve sobre tal processo ao mesmo tempo em que participa dele. ⠀ 📚 O livro é dividido em 5 partes. Na primeira, intitulada “A questão do colonizado”, temos dois artigos: “A ‘síndrome norte-africana’”, de 1952, e “Antilhanos e africanos”, de 1955. Como comentei nos stories, os dois me lembraram muito a abordagem em “Pele negra” (livro já resenhado aqui). ⠀ 📚 No ensaio que abre a coletânea, escrito enquanto ainda estava estudando para se tornar um psiquiatra, Fanon analisa as opiniões de cunho evidentemente racista que os médicos franceses têm dos norte-africanos. Suas reclamações e queixas não eram devidamente atendidas pelo corpo médico pois eram tidos, a priori, como naturalmente preguiçosos e desleixados. No ensaio em questão, Fanon constrói o imaginário estereotipado dos árabes na lógica racista dos psiquiatras franceses e mostra como as dores das pessoas negras eram sequer ouvidas devido às conclusões racistas. ⠀ 📚 Mesmo que fossem ouvidas e atendidas, o sofrimento psicossocial das pessoas negras não possui uma verdadeira “cura” dentro de uma sociedade racista. Qual seria a saída para esse suposto dilema? Para Fanon, que dedicou literalmente sua vida para enfrentá-lo, a resposta é óbvia, ou pelo menos deveria ser. “Não me faça perder a paciência. Não me obrigue a lhe dizer o que o senhor deveria saber” (p. 53). [resenha completa no meu instagram literário @muitacoisaescrita — link do post: https://www.instagram.com/p/CO6Lq27DFpq/?utm_medium=copy_link]

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    Frantz Omar Fanon

    Psiquiatra, filósofo, ensaísta e revolucionário, lutou junto às forças de resistência no norte da África. Sua vida foi dedicada em transformar as vidas dos condenados pelas instituições coloniais e racistas do mundo moderno.

    12 Livros
    144 Seguidores
    Martinica, Caribe

    Frantz Omar Fanon