Pornotopia - Playboy e a invenção da sexualidade multimídia

    Paul B. Preciado

    N-1 Edições
    2020
    228 páginas
    7h 36m
    ISBN-13: 9786586941234
    Português Brasileiro

    (...) Se você quiser mudar um homem, transforme sua casa” – tal poderia ser o lema de Hugh Hefner, o fundador da revista Playboy, que além de inventor das “coelhinhas”, performatizou o que ele entendia como “emancipação masculina”. Penthouse para celibatários, cama giratória, jatinho privado, piscinas translúcidas, night-clubs, mobiliário de design, mansões extravagantes repletas de câmaras de vigilância. Em plena guerra fria, Playboy inventava a primeira utopia erótica da era da comunicação de massa: um bordel multimídia em que um homem, divorciado, celibatário e polígamo, vive acompanhado de um harém composto por trinta garotas filmadas 24 horas por dia em meio a um parque temático sexual. É a partir das relações entre arquitetura, tecnologia e sexualidade que Paul Preciado estuda o império Playboy, primeira indústria de entretenimento sexual do capitalismo global. Com um raro talento filosófico, inspirado na ideia de heterotopia de Michel Foucault, o autor inventa a noção de pornotopia, e se debruça sobre o arquipélago Playboy para entendê-lo como realização contemporânea das utopias sexuais de Sade e tantos outros. No coração da pornotopia Playboy, a arquitetura se torna o espaço de teatralização da heterossexualidade. E a pornografia, o mecanismo de “produção pública do privado e espetacularização da domesticidade”. Como negar que a masculinidade de hoje ainda é vivida no rastro desse imperativo?

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    Fabio Wilson16/05/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Playboy dissecado

    Se você quer entender o que significa a Playboy na sociedade ocidental e principalmente americana, este livro vai te fazer refletir tanto... Se você já leu Vigiar e Punir de Foucault, este livro fica ainda mais interessante, parecendo em parte até uma continuação, ao menos nos aspectos da arquitetura e seus códigos.

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