Insônia -

    Graciliano Ramos

    Record
    2021
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788501116406
    Português Brasileiro

    Em novo projeto gráfico, Insônia reúne treze contos em que estão presentes a secura emotiva e a economia vocabular, características que convivem com a precisão psicológica de Graciliano Ramos. Publicado originalmente em 1947, Insônia é o sexto livro de Graciliano Ramos. A obra reúne treze contos: "Insônia", "Um ladrão", "O relógio do hospital", "Paulo", "Luciana", "Minsk", "A prisão de J. Carmo Gomes", "Dois dedos", "A testemunha", "Ciúmes", "Um pobre-diabo", "Uma visita" e "Silveira Pereira", nos quais temas muito caros ao autor se evidenciam, como morte, envelhecimento e injustiça social. Insônia mostra como o ser humano reage a situações diversas, revelando suas fragilidades e angústias. As histórias desta obra estão repletas de inquietudes existenciais que oferecem ao leitor a possibilidade de confrontar a própria realidade, acompanhado sempre do estilo que consagrou Graciliano Ramos como um dos maiores autores brasileiros, e que já é conhecido dos leitores: a economia vocabular, a secura emotiva e a precisão psicológica.

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    Mariana Dal Chico15/11/2021Resenhou um livro
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    “Insônia” de Graciliano Ramos, ganhou nova edição em 2021 pela Editora Record que me enviou um exemplar de cortesia. Essa é meu primeiro contato com os contos do autor, de quem eu já me considerava fã pela leitura de alguns romances. Sua escrita direta, árida. Me causaram um impacto certeiro, aquele que vai direto da boca do estômago para o canto da boca e me deixaram completamente atônita. Muitas vezes precisei recuperar o fôlego ao ler a última linha daquela história antes de começar a refletir sobre o que tinha lido, outras vezes voltei ao início para reler apenas para confirmar se era exatamente aquilo o que eu tinha entendido. Tentei ler um conto antes de dormir, fiz isso com o primeiro, que dá título ao livro, “Insônia” e não recomendo. Vai por mim, é melhor estar completamente alerta ao abrir esse livro, a maioria das imagens que ele constrói não é legal para se ter na cabeça antes de pegar no sono. A edição conta com 13 contos, um posfácio - escrito por Letícia Malard -, seguido de algumas páginas com a vida e obra de Graciliano Ramos. Textos extras que podem enriquecer a leitura e ajudar o leitor a compreender a obra com uma visão mais abrangente sobre a época e condições em que os contos foram escritos. A abordagem psicológica e dicotomia permeiam todos os contos que têm a predominância do monólogo interior. Jogos de sombras, a linha tênue entre realidade e delírio e a sensação de não-pertencimento e deslocamento, é comum em vários escritos. Meu maior destaque vai para a sequência “O relógio do hospital” + “Paulo”, com atmosferas angustiantes, sombrias e que questionam a todo momento o limite da sanidade e loucura. Gostei demais da experiência e mal posso esperar para conhecer a escrita de não-ficção do autor!

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