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    Insônia -

    Graciliano Ramos

    Record
    2003
    190 páginas
    6h 20m
    ISBN-10: 8501066915
    Português Brasileiro
    3.8
    822 avaliações
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    Favoritos19Desejados1396Avaliaram822

    A coletânea de contos de um dos maiores autores da história da literatura brasileira. Esta obra reúne treze contos do grande romancista Graciliano Ramos, em que estão presentes a secura emotiva e a economia vocabular, características estilísticas que convivem com a precisão psicológica.

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    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico15/11/2021Resenhou um livro
    0

    “Insônia” de Graciliano Ramos, ganhou nova edição em 2021 pela Editora Record que me enviou um exemplar de cortesia. Essa é meu primeiro contato com os contos do autor, de quem eu já me considerava fã pela leitura de alguns romances. Sua escrita direta, árida. Me causaram um impacto certeiro, aquele que vai direto da boca do estômago para o canto da boca e me deixaram completamente atônita. Muitas vezes precisei recuperar o fôlego ao ler a última linha daquela história antes de começar a refletir sobre o que tinha lido, outras vezes voltei ao início para reler apenas para confirmar se era exatamente aquilo o que eu tinha entendido. Tentei ler um conto antes de dormir, fiz isso com o primeiro, que dá título ao livro, “Insônia” e não recomendo. Vai por mim, é melhor estar completamente alerta ao abrir esse livro, a maioria das imagens que ele constrói não é legal para se ter na cabeça antes de pegar no sono. A edição conta com 13 contos, um posfácio - escrito por Letícia Malard -, seguido de algumas páginas com a vida e obra de Graciliano Ramos. Textos extras que podem enriquecer a leitura e ajudar o leitor a compreender a obra com uma visão mais abrangente sobre a época e condições em que os contos foram escritos. A abordagem psicológica e dicotomia permeiam todos os contos que têm a predominância do monólogo interior. Jogos de sombras, a linha tênue entre realidade e delírio e a sensação de não-pertencimento e deslocamento, é comum em vários escritos. Meu maior destaque vai para a sequência “O relógio do hospital” + “Paulo”, com atmosferas angustiantes, sombrias e que questionam a todo momento o limite da sanidade e loucura. Gostei demais da experiência e mal posso esperar para conhecer a escrita de não-ficção do autor!

    39 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 822
    • 5 estrelas19%
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    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas1%
    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira