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    A Mente Moralista - Por que pessoas boas são segregadas por política e religião

    Jonathan Haidt

    Independently published
    2018
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9781729162385
    Português
    4.3
    498 avaliações
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    Ética é o assunto do momento. A abordagem de Jonathan Haidt, embora localizada à geografia humana estadunidense, é um viés de análise da moralidade bem contemporâneo e que rompe em muitos momentos com o que o mundo acadêmico tem se debatido há séculos. Seu escopo é a defesa de que o raciocíonio moral é sempre e tão somente mera reação justificatória para fins reputacionais. Fazemos o que fazemos não por critérios metafísicos de certo e errado, mas por automatismos adquiridos evolucionariamente em paralelo com o desenvolvimento de tradições culturais - grupais - mais eficazes em durar mais tempo e produzir mais descendentes. Obviamente, a obra navega contra as marés fundamentalistas à esquerda e à direita sem naufragar em preferências ideológicas absolutas, tentando demonstrar que a moralidade é mais um jogo de resiliência e sobrevivência, uma arte para a convivência saudável. Criticado por conservadores e liberais ao mesmo tempo, Haidt consegue dar um passo à frente no desenvolvimento de uma "psicologia moral" que pode substituir tranquilamente as mais vetustas "filosofias morais". Fica a seu critério inventar desculpas (justificativas reputacionais) para ler ou não ler. Eis a questão.

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    Pedro LDC Viegas picture
    Pedro LDC Viegas02/04/2021Resenhou um livro
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    Jonathan Haidt é um psicólogo social cuja especialidade é a moralidade, o que lhe garantiu reconhecimento nas publicações especializadas. Na obra 'A mente moralista' o autor apresenta o estado da arte da psicologia da moralidade. A obra compreende 12 capítulos distribuídos em três partes: Parte I- A intuição vem antes o raciocínio estratégico vem depois. Esta parte baseia-se na metáfora cental de um elefante (a intuição) conduzida por um condutor (a razão), sendo que no caso a tarefa do condutor é de servir ao elefante. Cap 1- Qual a origem da moralidade? Cap 2- O cão intuitivo e sua cauda racional. Cap 3- Os elefantes no comando. Cap 4- Vote em mim (saiba por quê). Parte II- A moralidade não se resume ao mal e à justiça. Metáfora central: A mente moralista é como uma língua com seis receptores de sabor. Cap 5- Além da esquisita (WEIRD) moralidade. Cap 6- As papilas gustativas da mente moralista. As papilas gustativas da mente moralista sentem um espectro de sabores variado, podendo sentir seis ao mesmo tempo, correspondentes às fundações morais. Cap 7- As fundações morais da política. Embora tenham sido analisadas no âmbito político, as fundações morais têm peso inquestionável em todos os campos da vida humana. Cap 8- A vantagem conservadora. O autor, antes um democrata convicto, fazendo uma defesa equilibradíssima dos conservadores. Parte III- A moralidade enlaça e cega. A metáfora central desses quatro capítulos é que seres humanos são 90% macacos e 10% abelhas. Cap 9- Por que somos grupoístas? Grupoísmo, neologismo que significaria gregarismo. Por mais individualista que uma sociedade seja, o indivíduo acaba se identificando com este ou aquele grupo, ainda que à distância: partido, igreja, time etc. Cap 10- O Botão de Colmeia Embora sejamos 90% macacos individualistas, em momentos de crise um botão de colmeia aciona nosso lado abelha grupoísta. Cap 11- A religião é um esporte coletivo O autor enfatiza a importância da religião neste capítulo. Cap 12- Será que podemos discordar de forma mais construtiva? Uma leitura muito instrutiva; percebe-se o esforço do autor para fornecer uma informação honesta.

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