As Leis - (ou da legislação): incluindo Epinomis

    Platão

    Edipro
    2021
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9786556600000
    Português Brasileiro

    Este é o último Diálogo de autoria indiscutível de Platão. E o mais extenso e abrangente de todos os textos do mestre da Academia. As Leis representa um dos mais valiosos registros de cunho jurídico de toda a história do pensamento ocidental. A riqueza e a profundidade de sua temática, exaltadas pela extrema maturidade filosófica que exibe, tornam este livro uma obra indispensável para os estudantes e estudiosos do direito, da filosofia e das demais ciências humanas. Além de prefaciada pelo jurista e prof. Dalmo de Abreu Dallari, esta edição inclui: a consagrada numeração de Stephanus, da edição referencial de 1578, localizada às margens do texto; dados biográficos e cronológicos de Platão e sua obra; um índice de conteúdo, com os principais temas detalhados ao longo da obra; além de um adendo sobre Protágoras, de autoria do prof. Alfred Weber, que apresenta os fundamentos do pensamento sofista e sua expressiva importância na história da filosofia. O presente volume inclui a numeração da edição referencial de Stephanus, de 1578, impressa às margens do texto.

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    Amanda Amaral23/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    4 estrelas

    Em seus últimos escritos, Platão revisita ideias de sua primeira obra, A República, alterando algumas formas de pensar, graças à maturidade adquirida mas mantendo, essencialmente, os ideias de constituição/fundamentos de sua sociedade ideal. Difere da República, ao dar maior enfoque às Leis e sua responsabilidade na orientação/norteamento do comportamento da sociedade por ele idealizada, ou seja, enquanto àquele criou a sociedade ideal, este propõe um ordenamento jurídico ideal para o Estado projetado por ele. Destaca a importância do papel do legislador, que deve ser "um verdadeiro educador dos cidadãos" e sua missão principal não deve ser castigar transgressões cometidas mas previnir suas ocorrências. Mantém sua ideia de que há três formas de governo, ou seja, três tipologias possíveis de se governar uma sociedade: a democracia, a aristocracia e a monarquia (formas puras), que quando desvirtuaras, no momento em que os interesses dos governantes se desvinculam do coletivo (sendo o democrático, corrompido pelo desejo de liberdade, o aristocrata pelo desejo de riqueza e o monarca pelo uso da violência para manter-se no poder), deságuam, respectivamente em governos anárquicos, oligárquicos ou tirânicos. Para ele, as leis ideais combinariam elementos da monarquia e democracia. O autor confere origem divina às leis e trata, ainda de uma série de outros temais afins à constituição de uma sociedade, como religião, educação, guerra e exército, justiça (que define como a relação harmônica das 3 virtudes fundamentais que devem regular a alma: a temperança, a coragem e a sabedoria), relações civis.

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