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    El Zarco (Sesc Literatura Livre) -

    Ignacio Manuel Altamirano

    Mojo
    2019
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-13: 9788545510895
    Português Brasileiro
    3.1
    4 avaliações
    Leram10Lendo3Querem48Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados48Avaliaram4

    A América Latina é o cenário de uma história cíclica de pobreza, violência policial, preconceito, racismo, corrupção, arbitrariedades, territórios dominados por milícias e populações inteiras aterrorizadas pelo crime. Em El Zarco, o mexicano Ignacio Manuel Altamirano (1834-1893) apresenta esses elementos e suas correlações. O autor expõe um triste cenário socioeconômico bastante conhecido tanto no passado quanto no presente de praticamente toda nação latino-americana. O esplendor da natureza da bucólica Yautepec do século 19 é o cenário para o quadro de caos social no qual vivem seus moradores. Essa terrível situação de desamparo institucional em um local de natureza exuberante é inevitavelmente familiar aos leitores brasileiros. Na obra de Altamirano os pobres sofrem nas mãos dos grupos criminosos, que intimidam, sequestram ou matam pessoas em nome dos seus interesses, e nas mãos do Estado, que representa uma ameaça real à liberdade e à vida dos cidadãos que não se curvam às suas arbitrariedades. É nesse ambiente que se desenvolve uma trama onde o caráter de um homem perverso, mesquinho e vulgar, de pele clara e olhos azuis se contrapõe à honradez, nobreza e justiça personificadas em um índio de pele morena. Acesse: https://literaturalivre.sescsp.org.br/ebook/el-zarco

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    Arthur Zito picture
    Arthur Zito01/08/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Para representar o México no meu projeto de leitura, escolhi "El Zarco" por Ignacio Manuel Altamirano, e posso dizer que foi uma escolha perfeita. A trama se desenvolve de forma natural e gradual na primeira metade, o que reflete perfeitamente o ambiente em que a narrativa se passa: um lugar esquecido pelo Governo Federal, enfrentando uma crise devido a uma onda de violência e sob pressão internacional para lidar com essa questão. Além disso, a região é constantemente assaltada e assediada por um grupo de bandidos chamados de El Prateados. Os personagens, embora sejam coadjuvantes na própria história, são essenciais para dar vida à atmosfera de apreensão e aflição criada pelo autor. Ao ler o livro, percebi que a proposta do autor não é necessariamente criar laços emocionais com os personagens, mas sim utilizar a trama como uma forma de protesto e de resgatar na memória do povo as lembranças de uma crise civil muito forte. "El Zarco" é uma obra poderosa que retrata de maneira sensível as dificuldades enfrentadas por uma região esquecida pelas autoridades, onde a violência e a insegurança predominam. O autor habilmente tece uma história que serve como um lembrete das consequências devastadoras de problemas sociais e políticos negligenciados. A narrativa envolvente de Altamirano nos permite imergir nessa realidade complexa e sombria, enquanto somos confrontados com as questões profundas da sociedade e suas desigualdades.

    1 curtida

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    Ignacio Manuel Altamirano

    Nació en la población de Tixtla, Guerrero, en el seno de una familia de raza indígena pura, su padre tenía una posición de mando entre la etnia de los chontales. En el año de 1848 su padre fue nombrado alcalde de Tixtla y eso permitió al joven Ignacio Manuel, que a la sazón contaba con 14 años, la oportunidad de asistir a la escuela. Aprendió a leer y a escribir, así como aritmética en su ciudad natal. Realizó sus primeros estudios en la ciudad de Toluca, gracias a una beca que le fue otorgada por Ignacio Ramírez, de quien fue discípulo. Recibió cátedra en el Instituto Literario de Toluca. Cursó derecho en el Colegio de San Juan de Letrán. Perteneció a asociaciones académicas y literarias como el Conservatorio Dramático Mexicano, la Sociedad Nezahualcóyotl, la Sociedad Mexicana de Geografía y Estadística, el Liceo Hidalgo, el Club Álvarez. Gran defensor del liberalismo, tomó parte en la revolución de Ayutla en 1854 contra el santanismo, más tarde en la guerra de Reforma y combatió contra la invasión francesa. Después de este periodo de conflictos militares, Altamirano se dedicó a la docencia, trabajando como maestro en la Escuela Nacional Preparatoria, en la de Comercio y en la Nacional de Maestros; también trabajó en la prensa, en donde junto con Guillermo Prieto e Ignacio Ramírez fundó el Correo de México y con Gonzalo Esteva la revista literaria El Renacimiento, en la que colaboran escritores de todas las tendencias literarias, cuyo objetivo era hacer resurgir las letras mexicanas. Fundó varios periódicos y revistas como: El Correo de México, El Renacimiento, El Federalista, La Tribuna y La República. En la actividad pública, se desempeñó como diputado en el Congreso de la Unión en tres períodos, durante los cuales abogó por la instrucción primaria gratuita, laica y obligatoria. Fue también procurador General de la República, fiscal, magistrado y presidente de la Suprema Corte, así como oficial mayor del Ministerio de Fomento. También trabajó en el servicio diplomático mexicano, desempeñándose como cónsul en Barcelona y París.

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    Guerrero, México

    Ignacio Manuel Altamirano