Myriam é mãe de duas crianças pequenas e aparece uma oportunidade para voltar ao trabalho num escritório de advocacia. Após certa relutância por parte de Paul, seu marido, eles começam a procurar por babás e encontram Louise, que é muito educada, metódica e dedicada, ela se dá bem com as crianças, limpa a casa, faz hora extra sem reclamar, ou seja, a babá perfeita. Com o passar do tempo, a relação de dependência entre eles faz com que ocorra algumas frustrações até que uma tragédia acontece.
O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos os personagens de forma alternada, não há demarcação de capítulos por número, mas sabemos quando eles acabam. O livro é bem escrito, mas achei descritivo demais nas ações, o que trava a progressão narrativa como um todo, apesar de ter só 192 páginas, daria facilmente para reduzir pela metade e ainda passar a mesma história.
Logo no início é contado o desfecho do livro, o foco passa para entender os motivos para chegar até lá, podemos julgar os atos? Com certeza. Os motivos eram suficientes para as ações? Aí não podemos dizer, claro que há prerrogativas, mas o que faz chegar nesse ponto? Quando se trata do caráter psicológico dos personagens, a sua construção define se são ou não capazes de tais ações, havia um ar de obsessão, com tendências mórbidas, mas mesmo assim ainda parece que foi sem motivações suficientes.
A história em si é confusa, há troca entre presente e passado e traz informações não tão relevantes e até mesmo desinteressantes, que faz o livro se tornar enfadonho. Os pontos positivos ficam na questão familiar, tão importante nos dias atuais, nas dificuldades de se criar filhos, de conciliar emprego, rotina e conseguir dar atenção às crianças. Ter filhos é uma responsabilidade imensa e nada fácil.
Como no início já é contado o final, não há muita coisa pra se esperar do livro.
Foto e resenha no meu IG @marlonbsan