Agnes Grey -

    Anne Brontë

    Principis
    2021
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9786555524048
    Português Brasileiro

    Após perder todas as economias em investimentos de risco, o patriarca Richard Grey sofre um surto depressivo e se afasta da esposa e filhas. Sentindo-se desamparada, sua caçula, Agnes, se candidata a um emprego de preceptora. Em êxtase com o pensamento de que finalmente ganhará o controle e a liberdade sobre a própria vida, Agnes chega à mansão Bloomfield armada de confiança e determinação. A crueldade com que a família a trata, no entanto, despoja a heroína de toda crença na humanidade. Anne Brontë, a irmã menos conhecida, foi a primeira a publicar um romance, Agnes Grey, sob o pseudônimo Acton Bell sendo seguida por Charlotte e Emily com Jane Eyre e O Morro dos Ventos Uivantes. Tão feminista quanto Agnes Grey, a voz corajosa de Anne ressoa e durante um dos tempos mais preconceituosos e patriarcais da história inglesa. O romance segue as atividades de Agnes Grey junto de famílias da pequena nobreza da Inglaterra. Seu estilo simples e prosaico impulsiona a narrativa de uma maneira suave, mas rítmica, que continuamente deixa o leitor querendo saber mais. Estudos e comentários da irmã Charlotte sugerem que o romance é amplamente baseado nas próprias experiências de Anne, que trabalhou como governanta por seis anos.

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    A Louca dos Livros picture
    A Louca dos Livros25/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    De que vale a beleza, sem a bondade?

    O livro conta a história de Agnes Grey, uma jovem reservada, vinda de família humilde, que se torna preceptora para ajudar nas despesas da família. Seu primeiro trabalho é na casa de uma família abastada onde sofre maus tratos, pelos filhos dos patrões, é negligenciada pelos próprios e por esse exemplo de conduta da chefia, é também destratada pelos criados, porém longe de desistir em sua primeira tentativa, Agnes é firme e determinada e arruma emprego com outra Família, os Murray, menos piores, mas igualmente ruins, a Srta. Grey agora não vai lidar com crianças selvagens, como seus antigos patrões, mas vai lidar com jovens geniosas, fúteis e ingratas. Cheguei até esse ponto da história para contar porque tenho certas observações a respeito da filha mais velha dos Murray, Rosalie, mas antes disso quero primeiramente dizer que depois desse relato da criação de duas famílias bem abastadas, fiquei extremamente chocada com o quanto as pessoas são negligentes e escolhem ser ignorantes e ingratas para com seus empregados e demais pessoas de origem humilde ao redor, queria poder dizer que depois de quase dois séculos isso mudou, mas infelizmente não é o caso, sendo assim, só nos resta contar com a literatura, a bondade e a educação para ensinar essas pessoas que todos merecem tratamentos dignos com respeito, independente de sua classe social. Sei que o livro é sobre a Agnes, mas não consigo para de pensar na Rosalie, como o pior exemplo de mulher a ser seguido, não apenas por ser fútil ou egoísta, mas também principalmente por menosprezar e fazer troça do sentimento alheio, a grande maioria das vezes, sentimentos românticos de seus admiradores, sucitados por ela mesma somente com o intuito de massagear seu enorme ego e sua alma vazia, aqui penso nas observações que a Agnes fazia sobre a beleza de Rosalie, tão desperdiçada, de que adianta um exterior tão lindo, se seu próprio coração é vazio com desejos tão fúteis? Penso em quantas pessoas hoje em dia estão mais preocupadas em cultivar a boa aparência e esquecem de cultivar um bom intelecto, não digo que é errado ser vaidosa, é preciso se cuidar e sim se sentir bonita, mas isso de nada vale se a própria mente é fechada para a imensidão de conhecimentos que o mundo tem a oferecer. Nesse livro maravilhoso, só consigo reafirma sobre a minha preferência pela Anne Brontë, confesso que apesar desse livro ser perfeito, ainda não se compara ao outro da autora, Inquilina de Wildfell Hall, mas ainda sim, trás valiosas lições sobre a vida para nós leitores e a minha lição aprendida nesse livro é essa, mais do que boa aparência, de nada vale um rosto bonito, que futuramente irá envelhece, se o intelecto for vazio e desprovido de empatia, gratidão, capacidade de ver coisas boas e principalmente de sentir amor. Mais uma vez só tenho a agradecer a Anne Brontë por essa lição valiosa que está muito bem guardada no meu coração, recomendo o livro a todos!

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