Esse é o terceiro volume de As Mil e Uma Noites e o primeiro do ramo egípcio. A história é narrada agora pela perspectiva religiosa do Egito e países próximos como o Iraque e Iêmen.
É espantoso vê-los falando da presença de Jesus, Davi e Salomão (personagens da religião cristã) em uma versão do Islã; lhes atribuindo papéis ativos durante a narrativa dos contos. Jesus em pessoa chega a aparecer em um determinado conto, assim como Salomão.
Esse livro, como no primeiro volume do ramo sírio, possui muitos contos curtos, mas aqui Sherazade conta sobre dois personagens que, assim como ela, contam histórias para reis no intuito de sobreviver mais um dia. Um jovem e um vizir exemplificam suas situações através de contos que dizem para os reis pensarem bem antes de matá-los, causando pela primeira vez a manifestação do sultão Shahriar que ao final do livro avalia a situação da própria Sherazade.
Apesar da repetição de narrativas e de acontecer episódios de personagens de histórias contando outras histórias causando um pouco de confusão no leitor, aqui também dá para reconhecer a importância dos livros das Mil e Uma Noites e como vários autores que conhecemos foram influenciados por essa grande obra.
Nesse volume teve as histórias de Simbad, o marujo, que é bastante diferente da versão ocidental conhecida por nós, e confesso que foi bem interessante ter conhecimento da história de origem do personagem. Aguardo ansiosa para encontrar no próximo livro a história de outros personagens conhecidos como: Ali Babá e sua caverna, Aladim e o gênio da lâmpada e o desfecho da história da própria Sherazade.
Seguirei lendo agora o quarto volume em busca de concluir essa série de livros junto com o Grupo de Leitura de Calhamaços.
Recomendo a leitura.