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    O Homem da Forca -

    Shirley Jackson

    Alfaguara
    2021
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788556521255
    Português Brasileiro
    3.2
    212 avaliações
    Leram255Lendo24Querem738Relendo0Abandonos29Resenhas63
    Favoritos19Desejados738Avaliaram212

    Publicado originalmente em 1951, este segundo romance de Shirley Jackson é um thriller psicológico macabro que retrata como poucos o medo da solidão e da própria consciência. Natalie Waite tem dezessete anos e só pensa em sair logo da casa dos pais e entrar na universidade; ela sonha em ser livre. Seu pai é um escritor cheio de si, bastante dominador quando se trata de Natalie e sua mãe. Contudo, quando a menina finalmente consegue ir para a faculdade, as coisas não se desenrolam como o planejado e ela não encontra a felicidade que tanto desejava. Pouco a pouco, todas as certezas de Natalie evaporam, e ela não é mais capaz de compreender onde termina a realidade e onde começa sua sombria alucinação. Inspirado pelo desaparecimento de uma estudante universitária que vivia perto da casa de Shirley Jackson, O homem da forca conta uma história assombrosa e inquietante sobre loucura e obsessão. "Shirley Jackson é mestre na arte da escrita envolvente." – Dorothy Parker "Ler este livro é como entrar em um labirinto escuro apenas para descobrir que você já esteve nele, e que o romance apenas despertou algo que você tentou esquecer durante toda a sua vida." – The Rumpus

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    Resenhas (63)Ver mais
    Beatriz Paludetto picture
    Beatriz Paludetto09/01/2022Resenhou um livro
    0

    tipo uma obra de arte que ninguém entende porque não foi feito pra ninguém

    Existem livros que são entretenimento fácil pra gente ser feliz, outros mais reflexivos, outros mais profundos. Esse livro é um relato profundamente pessoal sobre uma situação muito intima contada de uma forma muito confusa que não vai agradar quase ninguém. Porque é um livro muito diferente de tudo. Foi o 3 livro que li da autora, os outros são bem mais comerciais e fáceis de entender e "normais". Aqui eu não entendi muita coisa, minha experiência com ele foi maçante, foi complicado e sim eu terminei na base da raiva. Mas não é um livro ruim só porque eu não entendi e minha experiência com ele não foi boa. No livro temos uma menina jovem que vive nos anos 50, sua familia é de classe média e a criou sufocada em expectativas, nada do que ela faz é por ela e teve iniciativa dela. A faculdade que ela faz, a única vez na vida dela que vai se ve longe da gaiola que é a casa dela quem mando pra onde ir foi o pai. E a todo momento a figura do pai assombra a narrativa. Essa menina claramente é neurodivergente, o cérebro dela funciona diferente dos demais, e toda a base que citei acima culmina para que a historia desça um labirinto de confusão porque logo no começo do livro, ela sofre um abuso. Não conta pra ninguém e enterra esse trauma dentro de si e acredita que a faculdade vai ser sua chance de escapar. O livro fala muito de abuso, dessas grades que as mulheres nos anos 50 eram criadas. O que ela encontra são mais mulheres abusadas de formas diferentes; meninas sem voz, mulheres em relacionamentos tóxicos com homens muito mais velhos. Meninas mesquinhas e mimadas. E tudo isso é o livro, não tem plottwist, não tem um enredo com fases, é a cabeça de alguém sofrendo e delirando. Muita coisa não consegui entender, muitas vezes a leitura me fez mal. Mas é um daqueles livros que eu nem sei que nota dar, pq eu sei que o livro é tão maior do que a experiência que eu tive dele, e também eu não tive a capacidade certa pra entender tudo. A escrita do começo é mais clara, e vai tudo se embaralhando muito. Mas o estilo da autora esta ali, essa estranheza, essa peculiaridade, esse olhar impar de ver as cosias. Tem livro que é construído pra ser vendido mais e mais e ser uma leitura ok pra o máximo possível de pessoas, esse livro de mais de 70 anos é um relato ficcional intimo de alguém, é complexo, não é pra todos. Nesses momentos eu consigo entender que literatura é arte, você pode odiar um artista, mas todo mundo sabe que um quadro é mais do que você pessoalmente acha dele. Enfim, que livro confuso que coisa confusa.

    270 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 212
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas22%
    • 1 estrelas8%
    Shirley Hardie Jackson profile picture

    Shirley Hardie Jackson

    Shirley Jackson (1916-1965) é considerada uma das mais influentes escritoras norte-americanas. Herdeira da grande tradição do gótico americano, iniciada com Edgar Allan Poe, teve uma vida curta – tal como Flannery O’Connor, outra das grandes escritoras da sua geração –, mas foi uma autora prolífera. Obteve imediato sucesso e fama com a publicação, em 1948, do conto “The Lottery”, que na época dividiu opiniões e suscitou acesas polémicas. Ao todo escreveu mais de 55 contos, que foram sendo reunidos em variados volumes, o último deles póstumo: “Come Along With Me” (1968). Da sua obra, destacam-se ainda as crónicas familiares “Life among the Savages” (1953) e “Raising Demons” (1957); e os seus romances “The Sundail” (1958), “The Haunting of Hill House” (1959) – alvo de uma recente adaptação cinematográfica, e este «Sempre vivemos no castelo» (1962). Os livros de Shirley Jackson receberam inúmeras distinções e prémios e estão amplamente divulgados nas principais línguas. Em Portugal a sua obra era ainda inédita.

    43 Livros
    114 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos da América

    Shirley Hardie Jackson