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    Precoce -

    Ariana Harwicz

    Instante
    2021
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9786587342177
    Português Brasileiro
    3
    116 avaliações
    Leram143Lendo5Querem351Relendo0Abandonos9Resenhas22
    Favoritos4Desejados351Avaliaram116

    Após Morra, amor e A débil mental, a argentina Ariana Harwicz conclui a “trilogia da paixão” com um romance perturbador sobre mãe e filho adolescente que levam uma vida marginal, em uma narrativa na qual a angústia e a loucura desempenham um papel central. Em um ambiente rural, mãe e filho levam a vida no limite – do amor, da obsessão e da indigência. Caçam, vasculham o lixo, vagam pelas ruas, são perseguidos por policiais e assistentes sociais. A mulher, embora dependente do amante casado que a rejeita, é também a mãe obstinada que teme perder o filho, o qual vê rapidamente se transformar em homem. Nessa relação ambígua, a distorção na estrutura familiar tradicional questiona os papéis conferidos à mulher pela sociedade, sobretudo aquele ligado à maternidade: “Mas agora me beija e nos desfazemos, não mãe e filho, dois clandestinos que se cruzam numa parada, dois aturdidos no alto de um refúgio, dois punks que atravessam a Europa comendo do lixo público, na França, na Alemanha, na Itália, os lixos cheios, sanduíches mordidos”. Precoce foi publicado originalmente em 2016 e fecha a chamada “trilogia da paixão”, na qual Ariana Harwicz contesta a imagem beatífica da maternidade e escancara, como ela mesma afirma, o sinistro e o belo do vínculo entre mãe e filho, marcado por pulsões carnais e pelo tabu do incesto. No mundo ficcional cruel e poético de Harwicz, o amor é desequilibrado, movido por desejo e violência. Dessa trilogia “involuntária” também fazem parte os romances Morra, amor [Matate, amor], de 2012, e A débil mental [La débil mental], de 2014, publicados pela Editora Instante em 2019 e 2020, respectivamente. Em 2018, a edição em inglês de seu livro de estreia, Morra, amor, foi indicada ao Man Booker International Prize; em 2019, A débil mental foi adaptado para o teatro na Argentina. Harwicz também é autora de Degenerado, de 2019.

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    Victória Raially  picture
    Victória Raially 20/09/2021Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    "Quando eu recordar minha vida, haverá um só momento de verdadeira felicidade." terminei a trilogia por serem livros curtos, mas confesso que no começo eu não tava entendendo nada e no final parecia que eu tava no começo.

    19 curtidas

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    3 / 116
    • 5 estrelas4%
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    • 1 estrelas11%
    Ariana Harwicz profile picture

    Ariana Harwicz

    Ariana Harwicz nasceu em Buenos Aires, em 1977. Estudou roteiro e teatro na Argentina, graduou-se em Artes Cênicas pela Universidade Paris VII e obteve o mestrado em Literatura Comparada pela Sorbonne. Deu aulas de roteiro e escreveu duas peças. Dirigiu o documentário <i>El Día del Ceviche</i> (<i>O Dia do Ceviche</i>), exibido em festivais internacionais. Mora com a família em uma pequena cidade perto de Paris. <i>Morra, amor</i>, publicado originalmente em 2012, é seu livro de estreia e a primeira parte de uma trilogia <i>involuntária</i>, chamada por Harwicz de <i>trilogia da paixão</i>, uma vez que os livros exploram a relação entre mães e filhos. Dela também fazem parte os romances <i>La débil mental</i> (<i>A débil mental</i>), de 2015, e <i>Precoz</i> (<i>Precoce</i>), de 2016. <i>Morra, amor</i> foi adaptado para o teatro na Argentina e em Israel e obteve grande reconhecimento da crítica internacional, com a edição em inglês sendo indicada, em 2018, ao <i>Man Booker Prize</i>. Harwicz também é autora de <i>Degenerado</i> (2019). Comparada a Virginia Woolf e Nathalie Sarraute, Harwicz é uma das figuras mais radicais da literatura argentina contemporânea. Sua prosa é caracterizada por violência, erotismo, ironia e crítica aos clichês que envolvem as noções de família e as relações tradicionais.

    13 Livros
    31 Seguidores

    Ariana Harwicz