100 crônicas escolhidas - uma rede, um alpendre, um açude

    Rachel de Queiroz

    José Olympio
    2021
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788503013901
    Português Brasileiro

    Publicado originalmente em 1958, 100 crônicas escolhidas reúne parte da produção jornalística, escrita entre 1940 e 1950, de Rachel de Queiroz, a primeira mulher eleita na Academia Brasileira de Letras. Com humor, ironia e ternura entrelaçados, os textos desta reunião de crônicas apresentam um amplo retrato do Brasil e sua gente, tocando em diversos assuntos cotidianos. O leitor encontrará aqui drama, comédia, crítica, folhetim, relato de sonho, prosa poética e “núcleos e embriões de romance”, como afirmou Antonio Carlos Villaça. Conforme o crítico André Seffrin, “a rigor, a autora destas crônicas é uma de nossas maiores conquistas no gênero, ladeada por José de Alencar e Machado de Assis, Antonio Torres (o de Verdades indiscretas) e João do Rio, Cecília Meireles e Rubem Braga, Nelson Rodrigues e Paulo Mendes Campos.” Com sua característica escrita pungente e observadora, a autora desvela histórias que comovem aos leitores e leitoras. São chamados a uma realidade inquietante, entre terrível e feroz, mas que também pode se mostrar bela através da intermediação da palavra. Rachel de Queiroz costumava a dizer, com humildade, que o jornalismo era “mais profissão que vocação”; hoje, porém, enquanto leitores de sua obra, podemos observar como a união da jornalista e da ficcionista se deu para o bem maior da literatura brasileira representada nesta antologia necessária: 100 crônicas escolhidas.

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    Paula Juca25/08/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Excelente cronista

    Rachel é uma excelente cronista, gostei da maior parte, ele faz duras críticas... É uma escritora seca, sem rodeios nem falas bonitas, diz aquilo que precisa dizer sem muitas palavras. Se quer conhecer essa escritora maravilhosa, comece por suas crônicas Segue um trecho: ... vamos cuidar das nossas ELEIÇÕES. A começar pela honestidade e limpeza do alistamento eleitoral, indo até a escolha conscienciosa dos candidatos... E o povo, na hora de escolher os seus mandatários, é vítima da velha mágica tão tola e tão manjada, que consiste em aceitar a carta que o ilusionista nos força; carta marcada, viciada, um miserável dois de paus, sem conteúdo nem substância, que o mágico habilidoso nos impingiu, sem nos deixar ver e pedir o ás de trunfos, que estava escondido por detrás da carta ruim.

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