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    Um alpendre, uma rede, um açude - 100 Crônicas Escolhidas

    Rachel de Queiroz

    José Olympio
    2006
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-10: 8503008432
    Português Brasileiro
    4.1
    65 avaliações
    Leram110Lendo23Querem123Relendo0Abandonos6Resenhas8
    Favoritos4Desejados123Avaliaram65

    Rachel de Queiroz, romancista consagrada desde a publicação de O quinze, em 1930, quando mal havia completado 20 anos, também conquistou como cronista um grande público e espaço no panorama literário brasileiro do século XX. Mas Rachel, desde os anos 1920, atou também com jornalista, e, a partir dos anos 1940 e 1950, começou a reunir em livro parte desse material disperso em jornais e revistas. A primeira edição de Um alpendre, uma rede, um açude saiu em 1958, mostrando um amplo retrato do Brasil e sua gente. "A rigor, a autora destas crônicas é uma de nossas maiores conquistas no gênero, ladeado por José de Alencar e Machado de Assis, Antonio Torres (o de Verdades indiscretas) e João do Rio, Cecília Meireles e Rubem Braga, Nelson Rodrigues e Paulo Mendes Campos", escreve André Seffrin. "Isso Porque, na obra de todo escritor paradigmático, a crônica pode ser um pouco de tudo: drama, comédia, desenho de circunstância. Afirmação política, crítica mordaz, trecho de diário, crônica de costumes, memórias, folhetim, relato de sonho, poema em prosa ou 'núcleos e embriões de romance', como sugeriu certa vez sobre Rachel o agudo Antonio Carlos Villaça. História (com maiúscula) e histórias, com um pouco de tudo que há no mundo. Quer dizer, a condição humana e seu coração descoberto." Um alpendre, uma rede, um açude é uma obra que se destaca na impecável bibliografia de Rachel de Queiroz.

    Edições (3)

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    Resenhas (8)Ver mais
    Paula Juca picture
    Paula Juca25/08/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Excelente cronista

    Rachel é uma excelente cronista, gostei da maior parte, ele faz duras críticas... É uma escritora seca, sem rodeios nem falas bonitas, diz aquilo que precisa dizer sem muitas palavras. Se quer conhecer essa escritora maravilhosa, comece por suas crônicas Segue um trecho: ... vamos cuidar das nossas ELEIÇÕES. A começar pela honestidade e limpeza do alistamento eleitoral, indo até a escolha conscienciosa dos candidatos... E o povo, na hora de escolher os seus mandatários, é vítima da velha mágica tão tola e tão manjada, que consiste em aceitar a carta que o ilusionista nos força; carta marcada, viciada, um miserável dois de paus, sem conteúdo nem substância, que o mágico habilidoso nos impingiu, sem nos deixar ver e pedir o ás de trunfos, que estava escondido por detrás da carta ruim.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 65
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Rachel de Queiroz profile picture

    Rachel de Queiroz

    Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar. Em 1917, após uma grande seca, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois. Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome. Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino. Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas. Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950). Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil. Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004. Publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos. Fontes: biografia: wikipedia foto: http://www.fundacaoquixote.org.br

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    Ceará, Brasil

    Rachel de Queiroz