O Catolicismo no Brasil -

    Padre Júlio Maria de Morais Carneiro, C. SS. R.

    CDB
    2021
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9786599226755
    Português Brasileiro

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    Bonavigo20/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma boa exposição da história do catolicismo no Brasil

    O padre faz uma boa exposição das fases do catolicismo no Brasil. Ele expõe, em 3 capítulos, cada fase do catolicismo, colonial, imperial e republicano. Ele escreve este livro em 1899, apenas 10 anos depois do golpe republicano, então não tinha muito o que dizer. Porém, tenho algumas críticas a fazer. Não discordo da exposição que ele fez contra o regalismo, os abusos e usurpações que o estado fazia contra a Igreja, porém, ele se mostrou otimista demais em relação à república. Posso compreender isso, por algumas razões. Ele menciona o Papa como tendo falado de união do povo, e que a Igreja não condena a república. Bom, é verdade, a Igreja não condena a república, mas ele cita o Papa em uma questão complicada. Leão XIII, tentando ajudar na situação da França, tendo a intenção de unir os franceses, reconhece a república francesa, no que foi chamado de "ralliement". Assim, acabou, sem esta ser sua intenção, sufocando os movimentos católicos, que eram quase todos monarquistas. Sabemos que isso foi um erro, mas o padre não sabia, pois escreveu o livro apenas 7 anos depois do ralliement. Outra coisa que podemos notar é que a república ainda era jovem. Muitos ainda tinham a esperança que ela fosse se ajeitar, APESAR da influência positivista no golpe, na bandeira e no pensamento dos primeiros presidentes. Com os olhares de hoje, mais de 100 anos depois, podemos ver que isso foi um erro, e que a república continua, como sempre, uma bagunça, apenas com alguns breves momentos de governos aceitáveis. O padre cometeu também outro erro, de dizer que um estado pode ser laico sem ser anticatólico. Ele disse que o estado pode não ter uma religião, mas reconhecer do catolicismo suas benfeitorias. Isso é errado, porque, como Nosso Senhor disse, "Quem não é comigo, é contra mim; e quem não junta comigo, desperdiça." (S. Mateus XII, 30). Todo estado laico é anticatólico, reconhece a mentira como tão válida quanto a verdade, e nega a Cristo o direito de ser aclamado como Rei. Dito isto, é uma boa leitura, se o leitor souber ter em mente isso que disse, não se deixar levar por este otimismo em relação à república, nem achar que o estado laico pode ser amigável com a Igreja.

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