O Catolicismo no Brasil -

    Padre Júlio Maria de Morais Carneiro, CSsR

    Edições Cristo Rei
    2017
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-13: 9788566764116
    Português Brasileiro

    Quem lê este livro o faz com mais de cem anos de distância, podendo ver as consequências do que indica seu autor: as vastas e belíssimas edificações católicas: escolas, universidades, igrejas e hospitais espalhados por todo o País. Pode também ver as consequências da era subsequente, iniciada setenta anos após a escrita deste livro e ainda não totalmente encerrada: as escolas vazias ou ministrando um ensino nem um pouco católico, os hospitais dependentes do SUS, sem prestar caridade, as congregações fechando seus seminários… É um triste capítulo, mas a leitura deste livro nos anima ao nos mostrar que a Igreja no Brasil já passou por crises ainda piores. Ao mostrar que há, sim, uma saída, e que esta saída é sempre a mesma, tão antiga como bela: a boa-nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que Nossa Senhora Aparecida e São Pedro de Alcântara, padroeiros desta Terra da Santa Cruz, preservem e protejam sempre a Santa Madre Igreja. Trecho do prefácio do professor Carlos Ramalhete

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    Bonavigo20/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma boa exposição da história do catolicismo no Brasil

    O padre faz uma boa exposição das fases do catolicismo no Brasil. Ele expõe, em 3 capítulos, cada fase do catolicismo, colonial, imperial e republicano. Ele escreve este livro em 1899, apenas 10 anos depois do golpe republicano, então não tinha muito o que dizer. Porém, tenho algumas críticas a fazer. Não discordo da exposição que ele fez contra o regalismo, os abusos e usurpações que o estado fazia contra a Igreja, porém, ele se mostrou otimista demais em relação à república. Posso compreender isso, por algumas razões. Ele menciona o Papa como tendo falado de união do povo, e que a Igreja não condena a república. Bom, é verdade, a Igreja não condena a república, mas ele cita o Papa em uma questão complicada. Leão XIII, tentando ajudar na situação da França, tendo a intenção de unir os franceses, reconhece a república francesa, no que foi chamado de "ralliement". Assim, acabou, sem esta ser sua intenção, sufocando os movimentos católicos, que eram quase todos monarquistas. Sabemos que isso foi um erro, mas o padre não sabia, pois escreveu o livro apenas 7 anos depois do ralliement. Outra coisa que podemos notar é que a república ainda era jovem. Muitos ainda tinham a esperança que ela fosse se ajeitar, APESAR da influência positivista no golpe, na bandeira e no pensamento dos primeiros presidentes. Com os olhares de hoje, mais de 100 anos depois, podemos ver que isso foi um erro, e que a república continua, como sempre, uma bagunça, apenas com alguns breves momentos de governos aceitáveis. O padre cometeu também outro erro, de dizer que um estado pode ser laico sem ser anticatólico. Ele disse que o estado pode não ter uma religião, mas reconhecer do catolicismo suas benfeitorias. Isso é errado, porque, como Nosso Senhor disse, "Quem não é comigo, é contra mim; e quem não junta comigo, desperdiça." (S. Mateus XII, 30). Todo estado laico é anticatólico, reconhece a mentira como tão válida quanto a verdade, e nega a Cristo o direito de ser aclamado como Rei. Dito isto, é uma boa leitura, se o leitor souber ter em mente isso que disse, não se deixar levar por este otimismo em relação à república, nem achar que o estado laico pode ser amigável com a Igreja.

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