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    Superinteressante Nº 271 (Novembro de 2009) - A pílula da inteligência

    não informado

    Abril
    2009
    106 páginas
    3h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    R .12/07/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Novembro de 2009

    "A pílula da inteligência" Parece até coisa do "Admirável Mundo Novo", em que as pessoas resolviam suas carências tomando uma pílula, a soma. Com a medicação descrita na reportagem acontece algo similar na busca de inteligência. A primeira observação, por minha conta, é o perigo dos modismos, como o do Ozempic para emagrecer (fármaco para diabetes 2) e certos hormônios de uso veterinário (tem quem use para ganho de massa muscular). Em 2009 a Super abordou medicação que, no imaginário, aumenta a inteligência. Como as demais, é venda de ilusão na descaracterização da objetividade. Observação também importante é que o uso indiscrimido suscita consequências nocivas. Como é que a Super registrou que os efeitos podem ser mínimos ou ausentes!? Até corrigiu um pouco no final, mas para o leitor prevalece a percepção de algo positivo. Oras! Mais responsabilidade, viu! Não vou pagar pau pra essa substância citando o nome, mas como outras é desvirtuada no uso, originalmente contra narcolepsia (sonolência) e depressão, agindo como estimulante orgânico na base de dopamina e histamina, como se fosse dose cavalar de energético. Por que aumenta a inteligência? Mentira. Galera que lê bastante ou estuda acirradamente sabe que fica sujeita a cansaço e sono no empenho prolongado. É o corpo pedindo arrego, restabelecimento. O medicamento é ultraestimulante, mantendo constância no nível de atenção, inibindo sono e fadiga. Exatamente o que a pessoa deseja para manter a atenção no estudo em tempo longevo, segundo o texto, de até 60 horas. Tá doido! E o texto ainda informou baixo impacto a saúde... Podem ocorrer consequências cardíacas, delírios, insônia, ansiedade, psicoses e vício, entre outras negatividades. Tá pensando que é um robô, é!? Para de ser rubilota, até as máquinas precisam de descanso. Salomão, autor do Eclesiastes, registrou que o muito estudo é enfado a carne... porque tudo tem seu tempo, os excessos são vaidade. Falou e disse! O modismo é tão recorrente que se apossa de drogas para Alzheimer, Parkinson, défict de atenção, etc. Curiosidade também é que são usadas na guerra. Encontramos outras dissertações na reportagem, mas dei mais importância a essas. "Os novos pensadores" O assunto não me instiga e basicamente deixo em registro por ser importante. A reportagem citou vários pensadores, a partir do século 20, com as respectivas correntes de estudo (se é que seja o termo certo de referência). Não li na íntegra, apenas a parte de um dos cabeções, o sociólogo Zygmunt Bauman (toma-te!) que, pelo que entendi, propôs observações que fazem sentido: sobre 'modernidade líquida', algo como conceitos e disposições inovadoras em contraposição a solidez do conservadorismo em múltiplas áreas, eventos, existências, coisa e tal. Ah, teria a ver com aquilo que o Raul chamou de 'metamorfose ambulante'? E eu sei lá, entende! Mas também pareceu aquele 'novo que sempre vem', mais ou menos isso, do Belchior. Poxa, até gostei do assunto! Vou rever conceitos, liquefazendo certas solidez... Obviamente o estudo do sociólogo não se resume nisso. Essas e outras na edição...

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