O Sujeito na Contemporaneidade (Sujeito e História) - Espaço, dor e desalento na atualidade

    Joel Birman

    Civilização Brasileira
    2020
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788520014127
    Português Brasileiro

    A psicanálise como discurso crítico sistemático sobre a cultura e força transformadora da sociedade. Vencedor do Prêmio Jabuti 2013 – categoria Psicologia e Psicanálise – e do Prêmio Sergio Buarque de Hollanda, da Biblioteca Nacional, O sujeito na contemporaneidade trata de uma alteração fundamental, ocorrida da modernidade à atualidade, que aconteceu nas categorias constitutivas do sujeito, redirecionando as linhas de força do seu mal-estar. Cada um dos dez capítulos é parte de um quadro que traz a força do que é hoje a experiência subjetiva. Trabalhando dinamicamente, três pares interligados tecem a trama – espaço/tempo, dor/sofrimento, desalento/desamparo. Esta edição é adicionada de um posfácio do autor, em que reflete sobre o sujeito do exílio na atualidade. Texto de orelha de Regina Herzog.

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    Bárbara Matsuda21/08/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    “O sujeito na contemporaneidade - Espaço, dor e desalento na Atualidade”, de Joel Birman, passa por diversos tópicos que afligem negativamente a subjetividade contemporânea. Ao citar em vários momentos “O mal-estar na civilização” de Freud, ele compara os obstáculos do sujeito moderno com o do contemporâneo. Através de mini capítulos, ele inicia pelo mundo onírico, passando por uma análise psicanalítica do filme “De olhos bem fechados” de Kubrick até nos apresentar a posição solipsista do sujeito atual (solipsismo: doutrina em que o indivíduo restringe-se apenas a si mesmo) e todas as condições que o levam a este espaço de dor. É interessante como ele desenvolve a ideia de que o espaço sobrepõe-se ao tempo nos dias de hoje, assim como a distinção dos conceitos de sofrimento e dor - sendo o primeiro uma relação de alteridade, enquanto o segundo fecha sobre si. A cultura atual de drogas (lícitas e ilíticas) e outras compulsões; a exaltação pelo corpo em que nos sentimos sempre em dívida; a perda do valor de linguagem em uma sociedade saturada por imagens. A sociedade do agir, evidenciada pelos excessos/intensidades, que quando não eliminados, implodem o psiquismo.

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