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    A Preceptora -

    Anne Brontë

    Clube do Livro
    1977
    193 páginas
    6h 26m
    ISBN-10: 9722214128
    Português Brasileiro
    3.8
    94 avaliações
    Leram158Lendo6Querem137Relendo0Abandonos1Resenhas4
    Favoritos7Desejados137Avaliaram94

    A Preceptora (Agnes Grey), de Anne Brontë, narra a história de uma jovem educadora que resolve abdicar de seu lar para ir em busca de novas experiências e da realização de seus sonhos. Nesta jornada, trabalha, amadurece e encontra o verdadeiro amor.

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    Bell Lorenzi picture
    Bell Lorenzi09/10/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A Preceptora

    Anne foi a mais nova e menos prestigiada das irmãs Brontë. Em A Preceptora (cujo título original é Agnes Grey, nome de sua heroína), a autora relata as experiências de uma jovem que, preocupada com a situação financeira da família, consegue uma colocação como governanta na casa da família Bloomfield. Este é o primeiro romance de Anne Brontë, publicado em 1847 sob o pseudônimo Acton Bell. No Brasil, a obra foi editada uma única vez pelo Clube do Livro em 1977. A tradução de José Maria Machado é problemática; há um constante mau uso de vírgulas e erros como “o Sra.”. Eu jamais havia encontrado esse tipo de má revisão em publicações de décadas atrás; geralmente são as editoras atuais que nos contemplam com trabalhos executados de forma ruim. O livro possui um forte tom autobiográfico. Aos 19 anos, Anne teve seu primeiro emprego como preceptora e, bem como sua personagem Agnes, teve muitas dificuldades em se adaptar à nova vida e seus indomáveis pupilos. Não há como não comparar A Preceptora com Jane Eyre, de sua irmã mais velha, Charlotte. Duas histórias com protagonistas de forte valor moral, tentando sobreviver através da tão mal vista ocupação de governanta. Outra semelhança é a cuidadosa observação do comportamento das pessoas da alta sociedade, adornada principalmente por homens de mau caráter e mulheres fúteis. Toda heroína brontëana tem uma boa dose de tendência ao drama e autopiedade, isso não é novidade. O problema é que Agnes é uma personagem chatíssima, e a narrativa em primeira pessoa, com quê de diário, não permite que o leitor conheça melhor os outros personagens. 200 páginas parecem durar 600. Em contrapartida, o herói masculino Edward Weston em nada se assemelha ao arrogante Rochester de Charlotte, ou o vingativo Heathcliff de Emily. É uma relação bem bonita e saudável, e não pude deixar de me lembrar dessa tirinha que adoro: http://www.harkavagrant.com/history/brontessm.png Pergunto-me qual o motivo de Anne não ter sido (e não ser até hoje) tão celebrada quanto suas irmãs. Esta pode não ser uma história memorável, mas sem dúvida é uma leitura interessante.

    3 curtidas

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    3.8 / 94
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Anne Brontë profile picture

    Anne Brontë

    Nascida em Thornton, Yorkshire, na Inglaterra, Anne é a mais nova das três irmãs Brontë, todas escritoras famosas. Ela, Emily e Charlotte morreram relativamente cedo, todas vítimadas pela tuberculose. As três adotaram pseudônimos em suas carreiras. Charlotte, a mais velha, assinava suas obras com o nome de "Currer". Emily, autora de "Wuthering Heights (O morro dos ventos uivantes)" usava o nome de "Ellis" e Anne, "Acton Bell". A amiga de Charlotte, Ellen Nussey, em uma de suas cartas, sobre seu primeiro encontro com os Brontë, descreveu o seguinte: "(...) Ela (Emily Brontë) e Anne são como gêmeas — companheiras inseparáveis, sempre simpáticas em sua reclusão, esta que não era interrompida (...) ". [1] Legou obras como "O locatário de Wildfell Hall (The Tenant of Wildfell Hall)" e "Agne

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    Anne Brontë