Obra mais famosa de ficção espiritual do século XX, O profeta está enraizado na própria experiência de Khalil Gibran como um imigrante e serve de inspiração para qualquer um que se sinta a deriva em um mundo em fluxo. O profeta Almustafa está prestes a embarcar em um navio para viajar de volta à sua terra natal depois de doze anos no exílio quando é parado por um grupo que pede a ele que compartilhe sua sabedoria antes de partir. Em vinte e oito ensaios poéticos, ele oferece insights profundos e atemporais sobre aspectos da vida como amor, dor, amizade, família, beleza, religião, alegria, tristeza e morte. Sucesso imediato quando publicado pela primeira vez em 1923, O profeta é um clássico moderno, tendo sido traduzido para mais de quarenta idiomas. A mensagem que transmite continua a tocar corações através das gerações. “Este livro abriu meu coração. E acho que você vai sentir a mesma coisa.” - RUPI KAUR, AUTORA BEST-SELLER DE OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA E O QUE O SOL FAZ COM AS FLORES
O Profeta -
Khalil Gibran
Assim falou o Profeta
Quando li este livro pela segunda vez, comparei a leitura a ouvir um maravilhoso disco de música que dá vontade de ouvir novamente desde o começo assim que acaba, e outra vez e outra vez... Talvez por essa analogia, quando “O Profeta” surgiu novamente para mim, senti imediatamente o desejo de transformar a experiência da leitura em uma música. Enquanto estava mergulhado no livro, percebi que esse foi um artifício muito útil para me fazer aprofundar a leitura, relendo várias vezes cada trecho, buscando transformar essa passagem ou aquela em versos rimados. Só por isso já valeu a ideia! Mas o melhor é que a música acabou saindo! Não ficou como eu havia imaginado a princípio, uma transposição literal da essência do livro para uma letra de música, mas acabou se transformando em algo que achei até mais interessante: uma música sobre a minha experiência de leitura e interpretação íntima e pessoal de “O Profeta”. Eis a letra, que foi lindamente musicada por meu amado irmão e parceiro de todas as horas, Fabrício Barretto: O PROFETA Quem é que pode se despedir sem tristeza De sua própria amargura e solidão? Quem é que pode se encantar com a beleza Que já não esteja segura em seu coração? Quem é que pode se jogar na incerteza Sem perder a ternura? Quem é que pode? Quem é que pode? Assim falou o Profeta Assim falou o Profeta Assim falou Quem é que sabe ser uma flauta serena Onde o murmúrio da vida entoe a sua canção? Quem é que sabe ser uma gota pequena No grande mar protegida de sua extinção? Quem é que sabe ter um papel nesta cena E outro logo em seguida? Quem é que sabe? Quem é que sabe? Assim falou o Profeta Assim falou o Profeta Assim falou Quem é que chega, despindo o próprio ego, A uma nudez tão completa que é revelação? Quem é que chega, com um total desapego, A ser o arco e a seta de seu próprio não? Quem é que chega em uma terra de cego A se tornar um profeta? Quem é que chega? Quem é que chega? Assim falou o Profeta Assim falou o Profeta Assim falou http://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com.br/2017/12/o-profeta-gibran-khalil-gibran.html [resenha anterior]: Se você gosta de música, talvez tenha passado por uma experiência parecida. Um belo dia surge aquele disco que você ouve feliz do início até o fim, e quando acaba você sente uma vontade irresistível de ouvir novamente desde o princípio... e ouvir de novo e de novo! Pois bem. Acabo de ler pela segunda vez essa jóia inigualável da literatura. O encantamento foi tamanho que assim que acabei de ler comecei a ler pela terceira vez “O Profeta”! A metáfora da música procede porque esse livro é sobretudo uma belíssima canção, uma canção da alma inspiradíssima de um poeta maior como raríssimos há, tal como Gibran Khalil Gibran. Ao ler esse livro agora, descobri fascinado que a Poesia possibilita tocar o mais íntimo da alma, e acessar verdades profundas que lá aguardam. Um livro para toda a vida! (06.06.10)
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