The Way of Kings (The Stormlight Archive #1) - Part 1

    Brandon Sanderson

    Gollancz
    2021
    1008 páginas
    1d 9h 36m
    ISBN-10: 1398703621

    I long for the days before the Last Desolation. The age before the Heralds abandoned us and the Knights Radiant turned against us. A time when there was still magic in the world and honor in the hearts of men. The world became ours, and yet we lost it. Victory proved to be the greatest test of all. Or was that victory illusory? Did our enemies come to recognize that the harder they fought, the fiercer our resistance? Fire and hammer will forge steel into a weapon, but if you abandon your sword, it eventually rusts away. There are four whom we watch. The first is the surgeon, forced to forsake healing to fight in the most brutal war of our time. The second is the assassin, a murderer who weeps as he kills. The third is the liar, a young woman who wears a scholar's mantle over the heart of a thief. The last is the prince, a warlord whose eyes have opened to the ancient past as his thirst for battle wanes. The world can change. Surgebinding and Shardwielding can return; the magics of ancient days become ours again. These four people are key. One of them may redeem us. And one of them will destroy us. From Brandon Sanderson-who completed Robert Jordan's The Wheel of Time-comes The Stormlight Archive, an ambitious new fantasy epic in a unique, richly imagined setting. Roshar is a world relentlessly blasted by awesome tempests, where emotions take on physical form, and terrible secrets hide deep beneath the rocky landscape. Speak again the ancient oaths Life before death. Strength before weakness. Journey before destination. and return to men the Shards they once bore. The Knights Radiant must stand again!

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    Newton Ribeiro Rocha Júnior27/06/2013Resenhou um livro
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    Resenha "The Way of Kings" Brandon Sanderson: Humanismo na Fantasia Medieval! #nitroblog #resenha

    Brandon Sanderson começa a saga Stormlight, que deverá ter 10 volumes, com uma história épica de alta fantasia que ressalta sua grande capacidade de criar mundos de fantasia originais e interessantes. Para quem não conhece o Sanderson, ele é o autor de Elantris, da trilogia Mistborn além de outros trabalhos, e foi o autor escolhido para terminar a saga The Wheel of Time. Brandon Sanderson vende horrores, é um dos melhores escritores da safra contemporânea (de 2000 até hoje) de fantasia medieval. E The Way of Kings é o primeiro livro da Saga Stormlight,onde ele quer deixar sua marca no gênero de fantasia. E que marca! The Way of Kings é um livro muito bom, gigantesco (mais de mil páginas) mas escrito com maestria e transparência: como já tinha dito nas resenhas de Mistborn, Sanderson possui um estilo limpo e transparente, sem firulas, sem metáforas ou prosa intrincada. Essa aparente simplicidade é muito difícil de conseguir, falo por experiência própria como escritor. Sanderson, que é professor de Creative Writing da Brigham Young University (uma universidade mórmom em Provo, Utah) domina como ninguém todos os elementos da narrativa contemporânea. Para aspirantes e escritores inciantes, recomendo ler os livros de Sanderons, eles são uma verdadeira aula de escrita. Todos os elementos que precisamos aperfeiçoar estão todos lá: arcos de personagem, descrições emocionais, como lidar com flashbacks, como trabalhar monólogos interiores, emoções interiores e principalmente, como manipular as emoções do leitor para criar esperiências emocionais fortes. O livro se passa em um mundo muito diferente do tradicional da fantasia medieval. O mundo de Roshar é feito de pedra e tempestades fortíssimas e frequentes. Essas tempestades são tão frequentes que toda a ecologia e as civilizações se adaptaram a elas. Animais se escondem em conchas (e são meio crustáceos), ávores se encolhem para se proteger das tempestades e até mesmo a grama se recolhe no chão. As cidades são construídas apenas em lugares onde a topografia oferece proteção. A história se passa séculos depois da queda de dez ordens consagradas dos Caveleiros Radiantes, homens e mulheres portadores de armaduras e de Shardblades, armas mágicas de poder épico (e coloca épico nisso, exércitos de um homem só). As armaduras e shardblades que eles deixaram quando abandonaram o mundo são a causa de guerras e quedas de reinos, visto que um humano normal de posse dessas armas mágicas ganha grande poder. Nesse cenário, Sanderson narra a história de três personagens, Kaladin (um escravo com um passado trágico), Shallan (a filha de um lorde) e Dalinar (o comandante de um dos exércitos mais poderosos do reino principal da história e portador de uma shardblade) além de vários outros personagens secundários. De todos estes, o que mais me fascinou foi a história de Kaladin, um personagem que criou uma legião de fãs pela internet. O cenário é muito bem detalhado no livro, e sem os famigerados “infodumps”, aqueles blocos de informação bem amadores que descrevem um cenário. Sanderson mistura a descrição do cenário em meio ao texto, nos diálogos, na ação, de maneira que em pouco tempo o leitor já está totalmente imerso no universo. Tem muita ação épica, monstros crustáceos gigantescos, uma guerra com uma civilização misteriosa e muito mais! O sistema de magia,seguindo a tradição do fantástico Misborn, é bem original e diferente, envolvendo manipulação de energia e transmutação. O livro começa a explicar, mas espero saber mais sobre o sistema nos livros posteriores. Way of Kings trabalha com vários temas interessantes, como lealdade e honra, confiança e fé, a natureza do mal e a tragédia da guerra. É interessante ver como Sanderson, que é Mórmon, lida com a questão da espiritualidade de uma maneira bem profunda, sem medo de explorar todos os aspectos da crença e da descrença. Assim como em Mistborn, existe um debate muito inteligente sobre ateísmo e fé religiosa, assim como existencialismo e de como encontrar motivação para viver mesmo quando tudo parece estar perdido. Como é um livro do Sanderson, apesar dos temas sérios e de cenas de violência e crueldade, a linguagem é mais limpa (ele não usa palavrões nos seus livros) e não tem cenas de sexo. Mas tem muita ação e personagens bem construídos. O livro segue uma moralidade mais clara, sem o acinzentado mais comum em outros livros como do Joe Abercrombie ou George R.R. Martin, mas essa diferença entre o bem e o mal é bem trabalhada, com nuances e sutilezas e tras uma lufada de esperança na humanidade para o leitor. Eu gostei muito dessa diferença na moralidade, é uma retrabalhada e atualizada nos conceitos de bem e mal, seguindo uma visão mais humanista desse dilema. De acordo com The Way of Kings, o bem precisa ser criado pelos próprios homens, e apenas os mais corajosos conseguem agir de maneira correta quando necessário. A recompensa do bem, da ação não-egoista é a própria ação não-egoísta, é o fato de que, apesar do comum do comportamento humano é agir para si-próprio, o indivíduo decide ajudar ao outro pela própria liberdade de poder fazer essa escolha.

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