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    Uma História da Filosofia: Grécia, Roma e Filosofia Medieval (Uma História da Filosofia #I) -

    Frederick Copleston

    Vide Editorial
    2021
    1052 páginas
    1d 11h 4m
    ISBN-13: 9786587138633
    Português Brasileiro
    4.4
    18 avaliações
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    Aclamada como a melhor história da filosofia disponível em língua inglesa, a obra de Frederick Copleston, inédita no Brasil, é uma narrativa ao mesmo tempo objetiva e abrangente do itinerário filosófico no Ocidente. O autor apresenta a evolução do pensamento filosófico segundo os seus protagonistas, partindo do contexto histórico de cada um deles. Influências, convergências e divergências, tudo é apresentado com a necessária clareza para um leitor que Copleston supunha iniciante. Sua obra é, portanto, ao mesmo tempo um vislumbre de toda a tradição filosófica e uma via de acesso a ela. Neste primeiro volume, a presente edição reúne a história da filosofia greco-romana antiga e a história da filosofia medieval até o século XIII. O leitor poderá acompanhar as raízes da filosofia na Grécia e o seu posterior desenvolvimento, que passa pelo legado latino e a queda do império romano e deságua nos baluartes do pensamento medieval. Períodos e escolas obscuros, ou muitas vezes simplificados, tais como os sofistas, o estoicisimo, o neoplatonismo, a patrística, o renascimento carolíngio e mesmo as influências judaicas e islâmicas na filosofia medieval, todos encontram aqui uma apreciação histórica sóbria e honesta. SUMÁRIO [Livro I: Grécia e Roma] - Prefácio; - Nota da edição brasileira; - Introdução. Parte I: Filosofia pré-socrática - O berço do pensamento ocidental: Jônia; - Os pioneiros: primeiros filósofos jonicos; - A sociedade pitagórica; - A palavra de Heráclito; - O Um de Parmênides e Melisso; - A dialética de Zenão; - Empédocles de Akragas; - O progresso alcançado por Anaxágoras, - Os atomistas; - Filosofia pré-socrática. Parte II: O período socrático - O sofistas; - Alguns sofistas em particular; - Sócrates; - Escolas socráticas menores; - Demócrito de Abdera. Parte III: Platão - Vida de platão; - Obras de Platão; - Teoria do conhecimento; - A doutrina das formas; - A psicologia de Platão; - Teoria moral; - O Estado; - A física de Platão; - Arte; - A velha Academia. Parte IV: Aristóteles - Vida e escritos de Aristóteles; - A lógica de Aristóteles; - A metafísica de Aristóteles; - Filosofia da natureza e psicologia; - A ética de Aristóteles; - Política; - A estética de Aristóteles; - Platão e Aristóteles. Parte V: A filosofia pós-aristotélica - Introdução; - Os primeiros estóicos; - Epicurismo; - Os velhos céticos, a Academia intermediária e a Academia nova; - Os estóicos intermediários; - Os últimos estóicos; - Cínicos, ecléticos, céticos; - Neopitagorismo; - O platonismo intermediário; - A filosofia judaica na era helenística; - Plotino e o neoplatonismo; - Outras escolas neoplatônicas; - Revisão e conclusão. [Livro II: Filosofia Medieval] Parte VI: Influências pré-medievais - Introdução; - O período patrístico; - Santo Agostinho — I; - Santo Agostinho — II: conhecimento; - Santo Agostinho — III: Deus; - Santo Agostinho — IV: o mundo; - Santo Agostinho — V: teoria moral; - Santo Agostinho — VI: o Estado; - O Pseudo-Dionísio; - Boécio, Cassiodoro, Isidoro. Parte VII: A renascença carolíngia - A renascença carolíngia; - João Escoto Erígena — I; - João Escoto Erígena — II. Parte VIII: Os séculos X, XI e XII - O problema dos universais; - Santo Anselmo da Cantuária; - A escola de Chartres; - A escola de São Vítor; - Dualistas e panteístas. Parte IX: Filosofias islâmica e judaica: traduções - Filosofia islâmica; - A filosofia judaica; - As traduções. Parte X: O século XIII - Introdução; - Guilherme de Auvergne: - Roberto Grosseteste e Alexandre de Hales; - São Boaventura — I; - São Boaventura — II: a existência de Deus; - São Boaventura — III: relação das criaturas para com Deus; - São Boaventura — IV: a criação material; - São Boaventura — V: a alma humana; - Santo Alberto Magno; - Santo Tomás de Aquino — I; - Santo Tomás de Aquino — II: filosofia e teologia; - Santo Tomás de Aquino — III: princípios de ente criado; - Santo Tomás de Aquino — IV: provas da existência de Deus; - Santo Tomás de Aquino — V: a natureza de Deus; - Santo Tomás de Aquino — VI: Criação; - Santo Tomás de Aquino — VII: psicologia; - Santo Tomás de Aquino — VIII: conhecimento; - Santo Tomás de Aquino — IX: teologia moral; - Santo Tomás de Aquino — X: teoria política; - Santo Tomás de Aquino e Aristóteles: controvérsias; - O averroísmo latino: Siger de Brabante; - Pensadores franciscanos; - Giles de Roma e Henrique de Gante; - Duns Escoto — I; - Duns Escoto — II: conhecimento; - Duns Escoto — III: metafísica; - Duns Escoto — IV: teologia moral; - Duns Escoto — V: a alma; - Duns Escoto — VI: ética; - Revisão de encerramento. Anexos - Algumas abreviações usadas neste volume; - Uma nota a respeito das fontes históricas; - Bibliografia; - ÍNDICE ONOMÁSTICO; - ÍNDICE REMISSIVO.

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    Ezequiel Soares picture
    Ezequiel Soares06/03/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Uma história da filosofia

    Uma síntese geral sobre a história da filosofia; desde a Grécia antiga, passando por Roma e findando na filosofia medieval. O Frederick Copleston escreve de forma sucinta, clara e profunda, conseguindo transmitir a centralidade das idéias filosóficas dos maiores filósofos antigos de todos os tempos.

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    Frederick Copleston

    Frederick Charles Copleston foi um padre jesuíta, filósofo e historiador da filosofia, famoso por sua influente obra História da Filosofia (1946-75). Frederick Charles Copleston nasceu a 10 de abril de 1907 nas proximidades de Taunton, Somerset, Inglaterra. Ele foi criado numa família de fé anglicana - seu tio, Reginald Stephen Copleston, foi Arcebispo Anglicano de Calcutá - e foi educado no Marlborough College de 1920 até 1925. Com 18 anos, converteu-se à fé Católica Romana, o que causou diversos problemas com a sua família[1]. Apesar dos protestos iniciais, seu pai lhe ajudou a completar sua educação no St John's College, em Oxford, onde ele estudou teologia de 1925 a 1929. Graduou-se na Universidade de Oxford em 1929[1]. Em 1930, Copleston tornou-se um jesuíta[1]. Depois de estudar em Roehampton por dois anos, ele se mudou para Heythrop, onde, em 1937, foi ordenado Padre Jesuíta no Heythrop College. Em 1938, viajou para a Alemanha para completar sua formação, voltando à Inglaterra pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial em 1939. Copleston pretendia inicialmente fazer seu doutorado na Universidade Gregoriana de Roma, mas a guerra tornou seu desejo impossível. Assim, em vez disso, ele aceitou uma proposta de retornar ao Heythrop College para dar aula de história da filosofia pros poucos jesuítas que ali restavam[1]. Enquanto dava aulas no Heythrop College, Copleston começou a escrever sua influente obra História da Filosofia (1946-75), uma obra que, em diversos tomos, apresenta claramente a filosofia antiga, medieval e moderna. Ainda hoje tida em alta estima pela crítica, a História da Filosofia de Copleston tem sido descrita como uma "obra monumental" que "fazia justiça aos autores que discutia, sendo muito mais do que uma obra de exposição"[1]. Copleston alcançou alguma popularidade na mídia quando debateu a respeito da existência de Deus com Bertrand Russell, que foi televisionado pela BBC em 1948. No ano seguinte, debateu o positivismo lógico e a significância da linguagem religiosa com seu amigo A. J. Ayer, da escola da Filosofia Analítica. Ao londo de sua carreira acadêmica, Copleston aceitou um grande número de títulos honorários, como o de Professor Visitante na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, onde ficou seis meses por anos dando aulas entre 1952 e 1968. Em 1970, ele se tornou Membro da British Academy (FBA) e, em 1972, foi-lhe concedida uma cadeira no Heythrop College. Em 1975, ele se tornou membro honorário do St. John's College de Oxford. Depois de se aposentar oficialmente em 1974, ele continuou a dar aulas. De 1974 a 1982, Colpeston foi professor visitante na Universidade de Santa Clara, e, de 1979 a 1981, ele deu aulas na Universidade de Aberdeen, que foram publicadas sobre o título de Religion and the One. Essas aulas tentaram "retratar os temas perenes em seu pensamento, e de fora mais pessoal que em sua História". Já no fim de sua vida, Copleston recebeu doutorados honoríficos de diversas instituições, incluindo a Universidade Santa Clara, California, Uppsala, e St Andrews[1]. Copleston foi convidado para se tornou membro do Instituto Real de Filosofia e da Sociedade Aristotélica. Copleston morreu a 3 de fevereiro de 1994 no Hospital St. Thomas e Londres aos 86 anos de idade[2]. Além de sua influente obra História da Filosofia (1946-75), uma das contribuições mais significativas de Copleston para a filosofia moderna foi o seu trabalho sobre as teorias de Tomás de Aquino. Ele tentou esclarecer a doutrina de Aquino dos Quatro Caminhos (na Suma Teológica) fazendo uma distinção entre causas in fieri e causas in esse. Fazendo isto, Copleston evidenciou que Tomás de Aquino propôs antes um conceito de um Deus onipresente que o de um ser que poderia ter desaparecido após organizar a cadeia de causas e pô-las em movimento.

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    Tauton, Inglaterra

    Frederick Copleston