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    A marca humana -

    Philip Roth

    Companhia das Letras
    2002
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-10: 8535901981
    Português Brasileiro
    4.4
    657 avaliações
    Leram959Lendo67Querem1597Relendo0Abandonos28Resenhas56
    Favoritos77Desejados1597Avaliaram657

    Em 1998, uma histeria puritana se apodera dos Estados Unidos, na esteira do escândalo sexual que envolveu o presidente da República e uma estagiária na Casa Branca. No mesmo ano o professor universitário Coleman Silk vê sua vida destruída por acusações de racismo e abuso sexual. Coleman Silk, professor de letras clássicas numa universidade da Nova Inglaterra, aos setenta anos se vê obrigado a pedir exoneração e a se afastar do meio acadêmico. O motivo é uma acusação de racismo. Coleman empregou uma palavra de duplo sentido ao se referir a alunos que não compareciam às aulas. Ignorava serem negros, pois nunca os tinha visto, e portanto não atinou que suas palavras poderiam ser tomadas como ofensa. Virá em seguida uma acusação de abuso sexual contra uma faxineira que trabalha no campus. A ideologia do politicamente correto tomou o poder na universidade e disparou sua artilharia contra o velho professor judeu, que se recusa a sujeitar-se aos padrões dominantes. Execrado publicamente, Coleman trava contra a faculdade uma batalha humilhante. O ambiente carregado de ódio recrudesce quando o ex-marido da faxineira, um veterano da Guerra do Vietnã mentalmente perturbado, cruza seu caminho. O ciúme se mistura ao rancor, por ser Coleman intelectual, velho e judeu. Perdido na névoa de um delírio homicida, o veterano encarna os piores pesadelos americanos, com os quais Coleman terá de ajustar contas. Mas o mesmo professor que antes revolucionara a faculdade e se fizera admirar pela audácia guardou um segredo por cinco décadas. Nem a esposa nem os filhos conheceram sua verdadeira origem racial, pois aos vinte anos, ao entrar na marinha, Coleman Silk descobriu que ela não era evidente e que podia manobrá-la. A marca humana, entretanto, não se apaga. Não há destino, individual ou coletivo, capaz de pôr-se a salvo dos seus vestígios. Ao lado de Pastoral americana e Casei com um comunista, este romance compõe a grande trilogia de Philip Roth sobre a vida na América do pós-guerra - um painel impressionante em que indivíduos de grande vigor moral e intelectual são assolados por forças históricas fora de controle.

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    Diego Real picture
    Diego Real09/02/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Assunto bem atual

    Gostei do livro. Não é aquela obra de arte que te transmite um prazer aliado à sensação de pertencimento à espécie humana, mas é um bom livro, que trata dos assuntos ‘raça’ e ‘racismo’, a partir do ponto de vista norte-americano, por um ângulo diferente e bastante interessante! De certa forma, a obra me trouxe à mente a figura de Michael Jackson. Recomendo a leitura, vale a pena!

    29 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 657
    • 5 estrelas49%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Philip Milton Roth profile picture

    Philip Milton Roth

    Foi um escritor norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX, conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. Sua obra é marcada por tramas intrincadas com alter-egos e vidas alternativas que exploram aspectos da identidade judaica e americana. Roth foi vencedor de diversos prêmios literários importantes, incluindo o Prêmio Pulitzer (1998), National Medal of Arts na Casa Branca (1998), a Gold Medal in Fiction (2002), a maior distinção da American Academy of Arts and Letters. Recebeu duas vezes o National Book Award e o National Book Critics Circle Award, e três vezes o prêmio PEN/Faulkner. E, em 2011, ganhou o Man Booker International Prize. Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão.

    67 Livros
    363 Seguidores
    Nova Jersey, EUA

    Philip Milton Roth