Junho de 2002
"Homem-Aranha, o fenômeno" A reportagem abordou a empatia que o cabeça-de teia tem com o público jovem, que se identifica com ele em aspectos comuns, como a paixão adolescente e aspirações por conquistas, além de dramas familiares e no ambiente escolar, em cenário da vida real, a cidade Nova Iorque, diferentemente do contexto surreal de vários super-heróis. O Homem-Aranha, nessa idiossincrasia, tornou-se marco no universo dos quadrinhos e também no cinema com o estrondoso sucesso do filme de 2002, uma nova estética e valorização no cinema de ação. O que me parece mais interessante é que, diante das adversidades e insatisfações, não é um ícone de rebeldia, mas de luta por ideais com responsabilidade. "O mal dos séculos" Sobre a tuberculose que, historicamente, é uma das maiores causas de morte entre as doenças infecciosas. Analisando dados atuais, vemos que no avançar do século 21 ainda se faz muito presente, principalmente no sudeste asiático e África, correlacionada à pobreza, percepção errônea de que representaria "male do passado" e políticas ineficientes em mitigar os casos crescentes. "O pior amigo do homem" Sobre os ratos, que estão em convivênvia com os homens a mais tempo que vários animais domésticos. O texto informa sobre a distribuição no mundo (favorecida pela expansão da navegação) e impactos na saúde pública (leptospirose e peste bubônica são endemias em alguns lugares). Falar de rato me faz lembrar do testemunho que missionários na África deram na igreja, de serem muitas vezes a única fonte de alimento. "O desenho inteligente" Sobre o criacionismo e a oposição darwinista. A argumentação evolucionista parece bem resolvida, mas tem furos em que é preciso ter fé também para os adeptos (O que costumam criticar nos criacionistas). Geralmente, para ilustrar transformações, dão um salto radical e o trajeto é mal explicado, apenas aceito dentro do que a teoria propõem, numa adesão passiva, parecendo o salto evolucionário até mesmo rápido demais para o radicalismo complexo que encerra. Mostra aí, por exemplo, um dos espécimes (e seriam preciso milhares) entre um lobo e uma baleia. Tudo é muito vago , um racionalismo mais teórico do que prático. Muita gente vem e me fala de vírus para exemplificar evolução. Oras, e o vírus deixou de ser vírus? Creio em Deus. "Glossário da bola" Vou registrar duas expressões relacionadas ao Vascão da Gama: Gandula era nome de um jogador argentino contratado pelo clube, que rotineiramente pegava as bolas chutadas para fora do campo (quando teve gente específica para isso, o apelido de gandula já tinha pegado); "Pagar o bicho" está relacionado às premiações pagas pelo clube ao desempenho dos jogadores (era paralelo ao jogo do bicho, de maneira que se jogassem pouco, receberiam da mesma forma - os primeiros animais - o contrário, os últimos animais do jogo, significava boas recompensas) Por isso coletavam dinheiro para uma vaquinha (a vaca é o ultimo bicho do jogo, o que seria um valor alto). Leitura no contexto da vacinação contra a covid...





