Year of the Reaper -

    Makiia Lucier

    Hodder & Stoughton
    2021
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9781529387544

    The past never forgets . . . Before an ambush by enemy soldiers, Lord Cassia was an engineer's apprentice on a mission entrusted by the king. But when plague sweeps over the land, leaving countless dead and devastating the kingdom, even Cas’ title cannot save him from a rotting prison cell and a merciless sickness. Three years later, Cas wants only to return to his home in the mountains and forget past horrors. But home is not what he remembers. His castle has become a refuge for the royal court. And they have brought their enemies with them. When an assassin targets those closest to the queen, Cas is drawn into a search for a killer…one that leads him to form an unexpected bond with a brilliant young historian named Lena. Cas and Lena soon realize that who is behind the attacks is far less important than why. They must look to the past, following the trail of a terrible secret—one that could threaten the kingdom’s newfound peace and plunge it back into war.

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    Carolina Leocadio12/01/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um dos livros mais lindos que já li

    O livro é inspirado na Peste Negra que dizimou 1/3 da Europa e na jornada da Princesa Joana da Inglaterra em 13-e alguma coisa. Desde o início da pandemia, evito qualquer história que me faça lembrar, mesmo que vagamente, da atual situação mundial porque me perturba demais. E <i>Year of the Reaper</i> foi divulgado como "o livro da covid" em alguns lugares que vi. Porém esse livro não me engatilhou nem um pouco. A prosa da autora é maravilhosa. Não é piegas nem com frases feitas sobre coragem e força. Todos os personagens deste livro (com exceção talvez do idiota do rei - explico depois porque tenho 0 paciência e empatia com esse tosco) sofrem de estresse pós-traumático. Além de todos estarem lidando com a vida pós-praga (algo que, fé em Deus, ocorrerá com a gente em pouco tempo), se dando conta das pessoas que perderam, incrédulos de terem sobrevivido, recolhendo os cacos, estão lidando também com o mundo pós-guerra. Uma guerra sangrenta entre os reinos de Brisa e Elvira (se não me engano) cuja duração é tão longa que ninguém mais se recorda quantos ano dura e que teve seu fim com o casamento do rei de Elvira e a princesa de Brisa também estão absorvendo o mundo pós-guerra. Então, é muita coisa que os personagens do livro tem que absorver para seguir em frente com a vida. Mas os traumas, as cicatrizes, o rancor, as perdas pesam para todos eles. E a autora conseguiu construir uma atmosfera que transmite exatamente isso. Como é difícil para os personagens seguirem em frente, voltarem ao que eram, tocarem a vida. Todos estão tentando, cada um de um jeito e, às vezes, sem ter tempo de tirar uma licença. A família real agora ocupa a mansão do protagonista, Cas, e está sofrendo atentados. Cas acabou de voltar para casa após três anos infernais nas prisões de Brisa e tudo que queria é sossego. Mas precisa descobri quem está por trás das tentativas de morte contra a família real. Ele tem ajuda de Lena, que, à princípio achei que ocupava o posto de coprotagonista, mas ela tá mais para interesse romântico de Cas mesmo. Não que seja ruim, ela é uma personagem ótima, com personalidade e espaço na trama, mas é notável que o foco é em Cas. Foi importante a autora dar histórias de fundo para todos os personagens secundários. Eles variam de idade e profissão, mas passaram pela mesma coisa que Cas: a praga, a guerra. O ponto de vista deles foi válido e deu autenticidade à história. De início, confesso, pouco dei bola pro atentado contra a vida do príncipe, ou a reação do rei e da rainha ao perigo que o filho correu. A autora descreve os monarcas como pais e a fúria deles que alguém tentou ferir seu bebê. Acho que era pra passar humanidade aos personagens, mas gasto pouca energia com a monarquia. Pra mim são um bando de parasitas mimados dando ordens e sendo obedecidos, sendo paparicados e sem a menor noção do mundo real, do sofrimento real. Até que a Rainha Jehan me surpreendeu com isso, mas seu marido foi exatamente que imaginei. Um embuste. Rei Rayan é um fracasso em tudo que se propõe. A autora não deu esse tom a ele, eu que achei tudo isso. Um inútil. Não serviu nem para carregar o amigo pro quarto. Não fez um sacrifício, não teve que guardar segredo, não enfrentou nada, não viajou milhas e milhas pelos campos tomados de pessoas doentes. Nada. Uma vida privilegiada. A trama tem um ar de fantasia e mistério, já que os personagens querem saber quem está ameaçando a família real e assassinado as pessoas próximas a ela. A resolução foi muito boa. Não tanto criativa e não é uma crítica. Ninguém inventa a roda hoje em dia. Mas com um toque de humanidade que te faz compreender as motivações de todos por trás da situação, não somente do assassino e lamentar pelo envolvidos. Não concordei com todas as decisões da autora, especialmente em relação ao tratamento do rei Rayan a alguns personagens que ele chama de amigo, sem sequer ver o lado do outro e analisar a situação difícil que o amigo se encontrava, provando que o rei é um pateta inútil e toda minha primeira impressão sobre ele estava certa, mas não poderia dar menos que 5 estrelas para o livro nem por isso. Esta foi uma das melhores leituras que já fiz. Espero que este livro faça burburinho o suficiente para atrair atenção de alguma editora brasileira.

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