As maluquices do Imperador - contos históricos

    Paulo Setúbal

    Companhia Editora Nacional
    1983
    244 páginas
    8h 8m
    ISBN-13: 9780000000002
    Português Brasileiro

    Neste livro irreverente e saboroso, que se lê como um roteiro de filme, Paulo Setúbal - rei do romance histórico brasileiro em certa época - reconstitui a trajetória picaresca de Dom Pedro I, o rei-soldado, do dia em que chegou ao Rio, em 1808, trazido pelo pai Dom João VI, até sua triste morte em Lisboa, aos 35 anos, depois de ter vencido uma verdadeira guerra contra seu irmão Dom Miguel, usurpador do trono. Você vai se divertir com as estripulias do príncipe que gostava de música, atrizes e cortesãs; do herdeiro real que proclamou a Independência do Brasil; do pai rebelde que enfrentou o irmão em batalhas sangrentas e fez rainha de Portugal a própria filha, de apenas 15 anos.

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    Tales Vieira20/02/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muito bom

    As Maluquices do Imperador é um título que engana, esse livro escrito em 1927 traz com detalhes alguns episódios marcantes na vida pessoal e política de D. Pedro I (ou Pedro IV em Portugal). Sem omitir nada algumas passagens tem um toque humorístico ótimo e a leitura é fluída. Algumas considerações relevantes: 1. Esse romance histórico, pela época em que foi escrito, usa fontes historiográficas daquelas clássicas das clássicas, coisas escritas até no próprio calor dos acontecimentos. Naturalmente já quase 1 século depois alguns pontos da historiografia foram revistos. Nada que atrapalhe a obra, mas me saltou aos olhos principalmente a parte das motivações de Pedro para ter feito o que fez em relação aos seus títulos e atos diplomáticos. 2. Não é que os escândalos sexuais foram escondidos, longe disso, só senti que ao contrário do que virou tendência posteriormente eles receberam um enfoque diferente. Das esposas do Imperador, Maria Leopoldina, que foi a primeira, ficou um pouco de escanteio em relação à segunda, Amélia, que é até pouco conhecida do grande público se for olhar bem. 3. O autor foi um dos poucos que conseguiu humanizar Pedro I para mim de um jeito que não tinha lido antes. Impossível não se envolver na trama de um mulherengo contumaz que larga as pompas de um Império por orgulho, vai travar uma guerra perdida em nome da filha de 9 anos e ganha, Maria II ainda reinou por mais 19 anos em Portugal após a morte do seu pai. 4. Como amante e aspirante à diplomacia tem coisa que eu duvido muito que tenha acontecido desse jeito kkkkkkkkkkkkkkk rolou um exagero romântico em algumas (várias) descrições, vá lá que o papel aceita tudo.

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