Uma rosa só -

    Muriel Barbery

    Companhia das Letras
    2022
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9786559212583
    Português Brasileiro

    Em seu novo romance, a autora de A elegância do ouriço constrói uma narrativa emocionante sobre amor e autodescoberta, ambientada nas charmosas paisagens de Kyoto. Rose tem quarenta anos e acaba de receber a notícia da morte de seu pai – e que deve deixar a França e ir até Kyoto, no Japão, para ouvir a leitura do testamento. Ao chegar lá, descobre que o homem – com quem nunca teve contato – lhe deixou um misterioso itinerário para ser percorrido com Paul, um antigo funcionário. O roteiro inclui passeios por templos, jardins zen e casas de chá, além de encontros com os amigos de seu pai. À medida que os segredos vêm à tona, Rose aprende a aceitar uma parte de si mesma que nunca foi capaz de reconhecer – e percebe que talvez o amor esteja mais próximo do que ela imagina. Emocionante e delicado na medida certa, Uma rosa só é uma história inesquecível sobre segundas chances e a possibilidade de ver beleza mesmo em meio ao luto. "Muriel Barbery semeia beleza em todas as páginas." – Elle "Uma ode ao Japão e a uma cidade propícia às metamorfoses." – Le Monde

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    Leila de Carvalho e Gonçalves 28/02/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Viagem Para Kyoto

    Muriel Barbery, autora do best-seller A Elegância do Ouriço, acaba de lançar seu quinto romance no Brasil. Publicado pela Companhia das Letras, Uma Rosa Só gira ao redor de três temas – luto, perdão e recomeço – correlatos à história do Japão e à vida de de Rose, a protagonista. Resumidamente, ela é uma botânica parisiense, de quarenta anos, que viaja a Kyoto para se inteirar do testamento do pai, o japonês Haru Ueno, um importante marchand que não conheceu. Entretanto, ao chegar à cidade, ela descobre que a leitura do documento é a última parte de um itinerário que deverá cumprir ao lado de Paul, o assistente de seu pai. Um roteiro que inclui passeios por jardins, cemitérios, templos e casas de chá, além de alguns encontros com pessoas que conviveram com Haru. A finalidade não é só apresentá-la para um mundo novo, distinto de sua cultura e marcado por tradições, mas oferecer uma perspectiva de sua própria história que ela desconhece, capaz de cicatrizar feridas que vem reunindo desde a infância e para tanto, Rose precisa aceitar algo que jamais admitiu: sua capacidade de amar e ser amada. A bem da verdade, uma trajetória que se distingue pela sensibilidade. Barbery “semeia beleza com palavras”, consegue capturar aromas, cores, sons e sabores mediante recorrentes descrições que encantam, mas ao longo do tempo podem tornar-se cansativas, inclusive, um obstáculo para a conclusão da leitura. Por outro lado, como se estrutura a narrativa é o ponto alto de Uma Rosa Só. Narrados em terceira pessoa, cada um dos doze capítulos do livro é precedido por um breve conto aforístico, de tradição japonesa ou chinesa, que se relaciona com aquilo que a protagonista enfrentará a seguir, aliás, um estratagema que confere um certo exotismo à história. Uma história que apresenta proximidade temática com o best-seller Comer, Rezar e Amar, de Elizabeth Gilbert, já que os dois romances abordam a superação de traumas do passado a partir de uma viagem de autodescobrimento. Porém, as semelhanças param por aí, as trajetórias de Rose e Elizabeth são distintas e recomendo conhecê-las. Para finalizar, “yononaka wa mikka minu ma no sakura kana”, ou seja, o mundo é como uma cerejeira que não olhamos durante três dias. (Antigo Provérbio Japonês, página 138) 🌹

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