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    A fazenda africana -

    Karen Blixen

    SESI-SP
    2022
    478 páginas
    15h 56m
    ISBN-17: ‎B09R7WNH1X
    Português Brasileiro
    4.2
    180 avaliações
    Leram272Lendo13Querem655Relendo1Abandonos12Resenhas19
    Favoritos0Desejados655Avaliaram180

    A notoriedade da autora foi reforçada em 1937, com o lançamento de A Fazenda Africana. Esta obra tem como ponto de partida a vida amorosa infeliz de uma baronesa europeia que se recusa a assumir seu papel dominante no mundo colonial, em uma grande fazenda africana. "O grande continente africano despertou na sofisticada aristocrata dinamarquesa a sibila da natureza, capaz de esquecer o dia da semana e a hora do dia, mas que redescobriu o sentimento que a punha em contato direto com coisas como a direção dos ventos, as fases da lua ou a captação dos humores do mundo [...] Nunca poderá ser por demais enfatizado o papel que a fazenda africana representou na alma desta nobre europeia, cultivada e dolorosamente presa nas malhas da tradição familiar, para a libertação não só de suas potencialidades criadoras como de sua libertação tout court." (Trechos do ensaio A África perdida de Isak Dinesen, de Per Johns)

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    Daniel Boratto picture
    Daniel Boratto28/05/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Lembranças da África

    O livro é praticamente um diário da escritora dinamarquesa Karen Blixen, mais conhecida pelo pseudônimo Isak Dinesen. Não sei dizer aqui se tudo o que ela descreve foi factual ou se há ficção misturada, mas tenho quase certeza que se trata de um livro de memórias. A narrativa é centrada nas impressões da autora, que tinha deixado a Europa na segunda década do século XX para morar numa fazenda de café no Quênia, propriedade do seu marido. O que o leitor tem é o olhar bastante particular, perspicaz e sensível, de uma colonizadora europeia num ambiente completamente diferente do qual foi criada. E neste ambiente, a princípio hostil, ela vai ter que se adaptar, e esta adaptação determinará sua própria sobrevivência. A autora disseca os costumes dos negros nativos e dos europeus colonizadores, traçando impressões sobre a força da natureza versus a persistência humana frente às intempéries, a relação dos homens com os animais selvagens, divagações noturnas, solidão, saudade, etc. Com o passar do tempo, o sentimento de inadaptação dá lugar ao reconhecimento de que é possível fazer da fazenda o seu novo lar. A convivência com os africanos faz a autora reconhecer nos nativos sentimentos iguais aos dela: amor, perda, dor e resignação. O livro poderá frustrar quem espera um livro tão romântico quanto o filme “Entre Dois Amores”, a adaptação para o cinema com Meryl Streep e Robert Redford. Mas Isak Dinesen é uma escritora extraordinária, não por acaso uma das favoritas do Truman Capote. Sua prosa faz o leitor viajar e se sentir no mesmo local de observação da autora, constatando suas mesmas percepções e reflexões. Vale muito a pena ler e se emocionar com esta aventura no continente africano. Trecho (pg. 92/93 da minha edição, CosacNaify): “Se é que estou, como creio, familiarizada com uma melodia da África, da girafa e suas listras iluminadas pela lua nova, dos arados nos campos, dos rostos suados dos colhedores de café, será que a África também conhece uma melodia minha? Será que o ar sobre a planície estremecia com uma cor que eu estivesse vestindo, ou as crianças inventariam um jogo no qual surgia meu nome, ou, ainda, a lua cheia lançaria uma sombra parecida comigo sobre o cascalho diante da casa, e as águias de Ngong me buscariam com seus olhos?” Um dos melhores livros que já li.

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