Hail, Holy Queen - The Mother of God in the Word of God

    Scott Hahn

    Darton,Longman & Todd Ltd
    2001
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 0232524327

    In The Lamb's Supper, Hahn explored the relationship between the Book of Revelation and the Roman Catholic Mass, deftly clarifying the most subtle of theological points with analogies and anecdotes from everyday life. In Hail, Holy Queen, he employs the same accessible, entertaining style to demonstrate Mary's essential role in Christianity's redemptive message. Most Christians know that the life of Jesus is foreshadowed throughout the Old Testament. Through a close examination of the Bible, as well as the work of both Catholic and Protestant scholars and clergy, Hahn brings to light the small but significant details showing that just as Jesus is the "New Adam," so Mary is the "New Eve." He unveils the Marian mystery at the heart of the Book of Revelation and reveals how it is foretold in the very first pages of the Book of Genesis and in the story of King David's monarchy, which speaks of a privileged place for the mother of the king. Building on these scriptural and historical foundations, Hahn presents a new look at the Marian doctrines: Her Immaculate Conception, Perpetual Virginity, Assumption, and Coronation. As he guides modern-day readers through passages filled with mysteries and poetry, Hahn helps them rediscover the ancient art and science of reading the Scriptures and gain a more profound understanding of their truthfulness and relevance to faith and the practice of religion in the contemporary world.

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    Barbara Tomaz11/09/2025Resenhou um livro
    0.5 (Muito ruim)

    Não é isso tudo que falam!

    Em poucas páginas, Scott Hahn comenta e explica as principais questões que envolvem as titularidades e devoção a Maria. Ele menciona figuras importantes, usa citações dos Pais da Igreja, do catecismo da igreja católica, chega até a usar alguns trechos da Bíblia. Inclusive convida aos leitores a lerem seu livro com a Bíblia ao lado para consultar e comparar com seu escrito. Mesmo com tanto esforço, o resultado não foi bom. O livro todo praticamente se sustenta em 3 pilares: Interpretação de Gênesis e Apocalipse equivocadas, excesso de alegórias e um senso de família peculiar. Por exemplo, para justificar e tornar necessário a figura de Maria como mãe e atuante no meio cristão de hoje, Scott reafirma e comenta várias vezes sobre a importância do papel de uma mãe para seus filhos e para sua família. Embora ele mencione que o papel do Pai (Deus) e do filho (Jesus) sejam importantes, esses seriam incompletos se não tivesse uma mãe para "acolher e cuidar". E como "Deus é a favor da família, deu a todos os cristãos uma mãe também". Veja que é o tipo do argumento bem apelativo e sentimental, e que não possui nenhum fundamento bíblico pois as escrituras nunca ensinaram esse tipo de coisa, ainda mais destacando o papel feminino e a autoridade de Maria para os cristãos de hoje. Outro texto que ele usou foi: "Jesus, sendo o Filho primogênito na família de Deus, é o Sumo Sacerdote mediador entre o Pai e seus filhos, enquanto Maria é mediadora na condição de rainha-mãe e advogada (cf. 1 Rs 2, 19)." - pág 92 Detalhe olha a referência bíblica que o autor relacionou: 1 Reis 2.19. Olha o que realmente texto biblico diz: " Quando Bate-Seba foi falar ao rei em favor de Adonias, Salomão levantou-se para recebê-la e inclinou-se diante dela. Depois assentou-se no seu trono, mandou que trouxessem um trono para a sua mãe, e ela se assentou à sua direita." Scott simplesmente pega qualquer texto e coloca a sua ideia no versículo, simples assim. Pelo amor de Deus, não tem como relacionar uma coisa com a outra! A narrativa é bem clara, o contexto era entre Salomão e sua mãe. Não tem nada que indique Cristo, muito menos Maria. O autor ainda afirma que um cristão só terá pleno entendimento do Evangelho se aceitar os atributos de Maria: "Isto não é um opcional para os cristãos. Não é algo decorativo nos Evangelhos. Maria é — num sentido real, duradouro e espiritual — nossa mãe. Se desejamos conhecer a fraternidade de Jesus Cristo, devemos conhecer a mãe que queremos compartilhar com Jesus Cristo. Sem ela, nosso entendimento do Evangelho será, no mínimo, parcial. Sem ela, nosso entendimento da salvação nunca terá relação com a família e ficará preso na Antiga Aliança, onde a paternidade de Deus era considerada metafórica e a filiação do homem, uma servidão." - pág 68 Isso é um erro gravíssimo porque não possui base bíblica nenhuma. Ora, se o fiel é incentivado a crer na Bíblia e na Tradição como autoridade, já de não ter nada nas escrituras que comprovasse tal afirmação, já mostra que se tem um problema. Mas, o livro não vai te incentivar a pensar sobre isso e sim a aceitar tudo o que o autor escreveu, por mais absurdo e incoerente que seja. Como Scott escreveu em 1999 o livro o Banquete do Cordeiro, livro em que ele relaciona a missa com o livro de Apocalipse, algumas interpretações foram recicladas para esse livro ( que foi lançado originalmente em 2001). Desse modo, os argumentos que relacionam uma tipologia de Maria em Gênesis e em Apocalipse são reaproveitados e repetidos na maior parte do livro. O autor tentou justificar isso alegando que se trata de uma tipologia bíblica, mas o que se vê na prática e na teoria é uma interpretação capenga e forçada de textos bíblicos. Por exemplo: "Maria é uma figura central no Apocalipse porque, assunta aos Céus, onde reina, é agora o cumprimento da realidade da qual a própria Igreja é simplesmente um tipo. Ela é Virgem e Mãe, a Noiva de Cristo, a Jerusalém Celeste, a grande cidade que é a Cidade de Deus. Ela é o arquétipo celestial." - pág 103 "Quando lemos as Escrituras de maneira tipológica, não estamos tentando decifrar um código ou resolver um enigma, tampouco impor nossas visões excêntricas à palavra inspirada. Estamos tentando encontrar uma Pessoa. Queremos conhecer a Deus, seus caminhos, seus planos, seu povo escolhido... e sua mãe. - pág 67 " Sendo assim, quero evitar um perigo que chamo de atomismo: concentrar-se em tipos bíblicos isoladamente, como se fossem metáforas desconexas ou espécimes singulares numa placa de laboratório. Também não estamos falando de um sistema oculto de símbolos quando consideramos a tipologia de Eva, a Arca da Aliança e a rainha-mãe. Estamos, antes, olhando para criaturas ordenadas pela Providência a fim de se cumprirem numa pessoa histórica, real. Assim como Isaac, Moisés e Davi foram pessoas reais que prefiguravam o Messias divino — Jesus —, também Eva, a arca e a rainha-mãe nos fazem vislumbrar a grande realidade que é Maria. (...) Paulo sentiu-se comovido com a maneira como Jesus estava prefigurado em Adão, mas Paulo estava apaixonado por Jesus Cristo. Da mesma maneira, devemos conhecer e amar Maria por si só quando estiver iluminada por seus tipos bíblicos." - pág 67 Assim, com excessos de associações e alegórias, Scott tenta justificar sua teologia. Não basta colocar versos e textos bíblicos para um livro cristão ser considerado como "bom, correto e bíblico", é preciso ter coerência e não inventar interpretações e informações que o texto bíblico não ensina...

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