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    A rosa do povo -

    Carlos Drummond de Andrade

    Círculo do Livro
    1988
    196 páginas
    6h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    4348 avaliações
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    Favoritos28Desejados3775Avaliaram4348

    Publicado originalmente em 1945, 'A rosa do povo', revela, em grande parte de seus poemas, a plena maturidade do poeta Drummond, representando o auge de um processo que tem suas origens em Sentimento do Mundo, seu livro anterior. Em contraponto a uma realidade de guerras e genocídio e à ditadura do Estado Novo, 'A rosa do povo' surge trazendo a solidariedade entre os homens e a busca de uma identidade particular em um mundo em crise como temas principais. Considerado pela crítica como um dos livros mais fortes e significativos de Carlos Drummond, 'A rosa do povo', possui uma riqueza inigualável de ritmos e harmonia em seus versos, atingindo a oralidade de um poema que poderia ser lido em praça pública. "Não rimará sono com outono", diz o poeta em um de seus versos, recusando assim a obrigação da rima com belíssimos versos livres. Alguns poemas de 'A rosa do povo' como Retrato de Família e Rua da Madrugada, revelam um Drummond mais voltado para si, em plena maturidade poética. Essa característica, que também mostra o poeta mais ligado à família e à sua terra, explica o porque da rua universal de Itabira, sua cidade natal, que começa na própria e termina em qualquer lugar do mundo, como explica em um de seus poemas. Pela rua do poeta passam índios, negros, mexicanos, turcos e uruguaios, comprovando sua universalidade. O tom dos poemas de 'A rosa do povo' é nitidamente mais metafísico que de seus livros anteriores, estando a poesia menos ligada ao presente e mais interessada naessência da vida. Apesar da aparente contradição inicial, onde predomina a abordagem de temas políticos, a opção do poeta acaba ficando nítida quando adquire a consciência de que a poesia se faz principalmente com a palavra, e não com fatos, e escolhe uma causa superior a um partido ou à uma ideologia - essa causa é o homem.

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    Alexandre Figueiredo picture
    Alexandre Figueiredo08/12/2020Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    A poesia quer sair, o poeta quer gritar

    Desde que conheci a poesia de Carlos Drummond de Andrade, não parei de me interessar pela obra do poeta. Talvez tenha contribuído para meu imaginário pessoal algumas fotos e matérias que li a respeito dele na época da escola. Para mim, Drummond será sempre aquele velhinho pacato, elegante, símbolo máximo do que é ser um funcionário público que, fora do holofote e da atenção alheia, fazia mágica com as palavras. No entanto, “A rosa do povo” quebra um pouco desse personagem idealizado que de alguma maneira construí ao longo dos anos. Esse é um livro diferente. Afinal, não poderia ser igual aos anteriores, ainda mais na época em que foi lançado. O mundo em que Drummond concebeu “A rosa do povo” era um caos - não que hoje o nosso seja menos caótico, é claro. Porém, era a época do final do Estado Novo de Vargas - regime em que Drummond era observador íntimo a partir de algum escritório do Ministério da Educação, comandado por seu amigo pessoal Gustavo Capanema, e, imagino eu, sem poder fazer muita coisa, se destroçava por dentro -, do terrível e final saldo da Segunda Guerra Mundial, da lenta e desigual industrialização do “país do futuro” e da ascensão de duas potências que dividiram - e ainda hoje dividem, mesmo que simbolicamente - o mundo. Um espaço-tempo turbulento, portanto, e é nessa turbulência que o poeta disseca a palavra, tira dela todo o brilho e deixa ela seca, seca como as inquietações de sua cabeça. E é aí que também aparece com força total a figura do “poeta engajado”, uma versão que meu imaginário desconhecia. O tempo presente, como muitos estudos afirmariam depois, foi a matéria-prima dos poemas de “A rosa do povo”. Livro de poemas extensos, “A rosa do povo” não é, na minha irrelevante opinião, o melhor livro para conhecer o poeta. Mas, como sou eu que escrevo, vou fazer uma indicação. Acho que é melhor conhecer Drummond, assim como foi meu caso, através de “Alguma poesia”, livro que deve ser considerado de vanguarda por muito tempo ainda. Entre os 55 poemas do livro, preciso destacar alguns neste singelo texto, como de praxe. Gosto particularmente da parte inicial, que contém a secura do tempo captada por Drummond em, por exemplo, “Procura da poesia”, “A flor e a náusea”, “Carrego comigo” e “O medo”. Gosto também da confusão proposta pelo eu lírico em “Rola mundo” e “Assalto”, da capacidade sintética e sensível de “Áporo”, do belíssimo “Movimento da espada” - inspiração para música homônima de Giovani Cidreira que apareceria no mundo apenas em 2017 -, do premonitório e de uma lucidez espantosa “Caso do vestido”, do antológico “Morte do leiteiro”, do provocativo “Noite na repartição”, que parece quase uma prosa, e por fim mas não menos importante, dos lindos versos de “Consolo na praia”. Drummond, poeta essencial, não é tempo desperdiçado, é tempo vivido. Leia se tiver a oportunidade.

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