A Muralha -

    Dinah Silveira de Queiroz

    Storyside
    2021
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9789180296472
    Português Brasileiro

    Considerado um best-seller nacional, narra as paixões, a coragem e a violência dos primeiros desbravadores do Brasil no início do século XVIII, com destaque para a força das personagens femininas. A muralha foi publicado originalmente em 1954, em comemoração ao quarto centenário da cidade de São Paulo. Cristina é a jovem romântica que vem de Portugal para casar-se com Tiago. Decepciona-se logo ao desembarcar do navio: seu prometido não a aguarda. E, para chegar a Lagoa Serena, a propriedade da família do noivo, precisa enfrentar dificuldades a fim de transpor a muralha da Serra do Mar, que separa o litoral da vila de São Paulo de Piratininga. Mas Cristina terá de lidar com muito mais do que as vicissitudes de uma terra selvagem: a indiferença de Tiago, que parece só querer bem às estrelas, e os hábitos tão distintos daqueles do Reino. A paisagem e os costumes do tempo colonial são reconstituídos por Dinah Silveira de Queiroz ― ela própria descendente do bandeirante Carlos Pedroso da Silveira ―, com destaque para as enérgicas personagens femininas: afinal, eram as mulheres que administravam e defendiam a casa enquanto os homens partiam nas bandeiras. Depois de ter sido dado em capítulos na revista O Cruzeiro, o romance é publicado integralmente e logo se tornou um fenômeno editorial. Recebeu a Medalha Imperatriz Leopoldina por seus méritos históricos, e, no ano de seu lançamento, a autora foi contemplada com o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. A muralha foi lançado em Portugal, no Japão, na Coreia do Sul, na Argentina, na Alemanha e nos Estados Unidos e foi por várias vezes objeto de adaptação no rádio e na TV brasileiros, sendo a última no formato minissérie feita por Maria Adelaide Amaral e exibida pela Rede Globo em 2000. QUEM FOI DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ? Nasceu em 1911, na cidade de São Paulo, em uma família profundamente dedicada às letras. Seu primeiro livro, Floradas na serra, lançado em 1939, tornou-se de imediato um best-seller ― a primeira edição esgotou-se em pouco mais de um mês. A obra de Dinah abrange romances, crônicas, contos, artigos e dramaturgia ― e a ficção científica nacional teve na autora uma pioneira, uma vez que foi das primeiras escritoras a publicar dois livros de contos nesse gênero: Eles herdarão a terra (1960) e Comba Malina (1969). Faleceu em 1982, aos 71 anos. POR QUE OUVIR ESTE LIVRO? • Em 1980, Dinah Silveira de Queiroz tornou-se a segunda mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras (a primeira havia sido Rachel de Queiroz). • A muralha é um romance histórico, em tom épico e celebrativo, inspirado na Guerra dos Emboabas. • As relações interpessoais e de interesse são bastante atuais, além de levarem à reflexão e possibilitarem o entendimento de nossa realidade. • Relançar esta obra contribui para a recuperação e a preservação da história literária nacional e o resgate de escritoras negligenciadas. • A obra está fora das livrarias desde a primeira metade da década de 2000.

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    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico06/03/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    “A Muralha” de Dinah Silveira de Queiroz, foi publicado originalmente em 1954 e ganhou nova edição em 2020 pela @editorainstante que me enviou um exemplar de cortesia. Eu me lembro de ter assistido a minissérie na Rede Globo em 2000 com minha avó e mãe, momentos preciosos que guardo com muito carinho na memória. O ritmo de leitura é crescente, começa tranquilo com apresentação de Cristina, uma jovem com ideais românticos que chegou de Portugal para casar com seu prometido e dá de cara com a falta de luxo da colônia. A autora tem um ótimo senso de humor e sabe o momento certo para usá-lo e como tirar melhor proveito dele para fazer com que sua protagonista amadureça perante as adversidades que vai enfrentar. Conforme o livro avança, os homens saem para desbravar as terras, buscar ouro e as mulheres precisam cuidar da casa, plantações, defender suas terras. Aqui a autora entra com dureza, sem piedade, as mulheres são fortes, capazes e auto suficientes. A leitura acelera ao mesmo tempo em que a profundidade dos personagens aumenta e o enredo desenvolve suas camadas que vão além do romance Cristina/Tiago. Ela também consegue falar sobre a colonização sem romantizá-la, não omite a violência, brutalidade, escravidão e assassinatos. A riqueza de detalhes históricos apresentados pela autora é algo impressionante e feito na medida certa, é capaz de transportar o leitor sem o perdê-lo nas descrições de ambiente ou dos costumes Gostei demais da leitura e espero ter a oportunidade de ler outras obras da autora.⁣

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