Um Cântico Para Leibowitz (Grandes Romancistas Abril Cultural) -

    Walter M. Miller Jr.

    Abril
    1985
    308 páginas
    10h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Após ter sido quase aniquilada por um holocausto nuclear, a humanidade mergulha em desolação e obscurantismo. Os anos de loucura e violência que se seguiram ao Dilúvio de Fogo arrasaram o conhecimento acumulado por milênios. A ciência, causadora de todos os males, só encontrará abrigo na Ordem Albertina de São Leibowitz, cujos monges se dedicam a recolher e preservar os vestígios de uma cultura agora esquecida. Seiscentos anos depois da catástrofe, na aridez do deserto de Utah, o inusitado encontro de um jovem noviço com um velho peregrino guarda uma surpreendente descoberta, um elo frágil com o século 20. Cobrindo mil e oitocentos anos de história futura, "Um cântico para Leibowitz" narra a perturbadora epopeia de uma ordem religiosa para salvar o saber humano. Marco da literatura distópica e pós-apocalíptica, vencedor do prêmio Hugo de 1961, este clássico atemporal é considerado uma das obras de ficção científica mais importantes de seu tempo.

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    Thiago picture
    Thiago09/08/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    E se tudo explodisse…

    Distopias nos fazem pensar em possibilidades. Em uma realidade diferente da nossa, seja ela exagerada ou não, nos da ferramentas para pensar em como um fato, uma decisão, pode mudar tudo. Um Cântico para Leibowitz é isso. O que seria do mundo após um cataclisma nuclear. E se a humanidade apertasse seus botões de disparar mísseis? Recuperar o convívio social, manter o mínimo de segurança sobre o conhecimento humano (ou o que sobrar dele) para gerações futuras. Será que pensaríamos nisso ou só em sobreviver? Esse papel abnegado coube aos monges na obra. Aliando o papel do sacrifício da vida dedicada a religião à proteção do conhecimento. Ideia vinda de São Leibowitz, santo em tentar proteger o conhecimento humano. Três épocas distintas, que vai evoluindo até chegar novamente ao momento da mesma decisão no ciclo em que o homem se desenvolve tanto a ponto de se destruir. O que fazer agora? Premissa e execução genial! Cruzar a narrativa é uma aventura esplêndida e angustiante, em que tudo se encaixa, cada simples movimento tem sua reação no futuro. Teoria do Caos e Humanidade. Que baita combinação! Seja verdade ou não!

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