A Morte de Virgílio -

    Hermann Broch

    Sétimo Selo
    2022
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-13: 9786588732366
    Português Brasileiro

    “Poeta é um homem que possui a dádiva de subjugar e guiar sua própria loucura”. Obra-prima do autor e um dos maiores romances do século xx, A morte de Virgílio narra as últimas dezoito horas do grande poeta romano em seu retorno de uma viagem à Grécia. Por ruas barulhentas e movimentadas o poeta vai do navio ao palácio do Imperador Augusto em Brindisi, onde, desiludido com o seu tempo, decide destruir o manuscrito da Eneida. Composto por sonhos, pensamentos e falas do poeta, esse monólogo interior, onde se condensam e se cruzam diversos tempos e espaços, memória e experiência, transporta o leitor por uma vasta meditação lírica que exprime a inquietação sobre a morte, o sentido da vida e a possibilidade de conhecer o mundo, traçando um paralelo simbólico com a crise espiritual do mundo atual. O resultado dessa combinação única de reflexão poética, filosófica e análise psicológica é uma das obras essenciais da narrativa do século xx.

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    Marcos Augusto picture
    Marcos Augusto03/10/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O romance, um marco do modernismo, recria com forte imaginação as últimas 18 horas da vida do poeta romano Virgílio enquanto ele é levado para Brundisium com febre. Seu autor, Hermann Broch, um refugiado judeu austríaco da Europa da era nazista de Hitler, preocupa-se aqui com o lugar da literatura numa cultura em crise. Escrito em rica linguagem poética e frases rítmicas, o romance possui quatro movimentos “sinfônicos”. No primeiro, o poeta que glorificou Roma confronta a sua vil vida nas ruas. Tendo decidido que a sua escrita, que exclui o feio, é falsa e sem sentido, Virgílio, na segunda parte do romance, decide queimar o manuscrito da Eneida. Na terceira parte, o imperador Augusto convence Virgílio a entregar o manuscrito para guarda em troca da libertação dos escravos do imperador. O quarto movimento completa os três primeiros, à medida que o poeta moribundo consegue conciliar os opostos da vida e da morte, da beleza e da feiura. Naquela que é considerada uma das passagens mais notáveis ​​da literatura moderna, Virgílio tem uma visão moribunda de si mesmo em uma viagem marítima arrebatadora.

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