Seara vermelha -

    Jorge Amado

    Companhia de Bolso
    2022
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9786559212163
    Português Brasileiro

    Edição de bolso de um dos grandes sucessos de Jorge Amado, Seara vermelha narra a luta dos sertanejos em um romance crítico e sagaz. Expulsa da roça onde vivia, a família de lavradores comandada pelo patriarca Jerônimo parte em direção ao sul. Seu objetivo é ir a pé a Juazeiro, subir o rio São Francisco de barco até Pirapora e lá tomar um trem para as terras ricas de São Paulo, porém, nesse caminho, muitos ficam para trás. A segunda parte do romance detém-se nos três filhos de Jerônimo que deixaram a casa antes da grande retirada, cada qual para cumprir um destino diferente: Jão se torna soldado de polícia; José, cangaceiro; e Juvêncio engaja-se na luta comunista. Escrito em 1946, Seara vermelha descortina um amplo painel da história brasileira do início do século XX. Com o título extraído de um verso inflamado de Castro Alves, este é um grande épico do êxodo dos sertanejos e de sua luta pela sobrevivência e pela dignidade.

    Edições (5)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (89)Ver mais
    Clio picture
    Clio05/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Seara Vermelha não é mais um livro sobre os problemas da desertificação na Caatinga, mas sim uma exposição de como os ainda existentes grandes latifundiários - os coroné e os doutô - foram e ainda são responsáveis pela retração de uma das áreas mais pobres do país. A narrativa é fundamentada sobre a família de Jucundina que vai aos poucos se fragmentando pela miséria local e depois migra ao ser expulsa de suas terras. A caminhada entre o nordeste e São Paulo, essa via sacra de torturas, termina por enfraquecer laços e levar os indíviduos mais fracos numa exposição de doenças, costumes e revolta. A corrupção do litoral que força ainda mais a moral da família só é contraposta por dois fenômenos, o cangaço e o beatismo. Há uma certa romantização de ambos, porém o autor manteve o estilo da escrita carregado de violência explicíta. Não é um dos trabalhos mais conhecidos de Jorge Amado, talvez por não ter a carga erótica de seus escritos posteriores ou por ser menos sútil em seu posicionamento político. De minha parte, recomendo.

    83 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.2 / 861
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%