A importância do ato de ler : (Coleção Questões da Nossa Época #V.13) - em três artigos que se completam

    Paulo Freire

    Cortez Editora
    1996
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-10: 8524903082
    Português Brasileiro

    Em socieda que exclui dois terçosde sua poplação e que impôe ainda profunda injust5iça a grande parte do terço para a qual funciona, é urgenteque a questão da leitura e da escrita seja vista enfaticamente sob o ângulo da luta políticva a que a compreensão cientifica do problema traz sua colaboração. ´E um absurdo que estamos chegando no fim do século, fim do milênio, ostentando os índices de analfabetismo, os índices dos que e das que , mal alfabetizados, estão igualmente proibidos de ler e de escrever, o número alarmante de crianças interditadas de ter escolarização e que com isso tudo convivamos quase como se estivessemos anestesiados. Nenhum autor com boa saúde pode se sentir mal por ter um livro seu tão insistentemente procurado, tão fraternalmente sempre recebido quando uma nova impressão sua chega nas livrarias. A prova da presença viva de seu livro, desafia e aquece a vontade de vida do autor, sua paixão por continuar dizendo coisas e " pronunciando o mundo "

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    Fran Oliveira picture
    Fran Oliveira02/08/2012Resenhou um livro
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    A importância do ato de ler é um livro que você pode ler facilmente em apenas um dia. Retrata bem a já conhecida ideologia do educador Paulo Freire, constante defensor de que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Na verdade esse breve, mas significante livro é composto de três artigos em que Freire discorre primeiramente sobre a importância do ato de ler, de uma forma dialogada que nos faz perceber o quanto a leitura está presente na vida do autor desde sua mais tenra infância, como ele faz questão de explicitar. Em seguida destaca a alfabetização de adultos e a necessidade do desenvolvimento de bibliotecas populares, onde ele defende a compreensão crítica da alfabetização, envolvendo a compreensão igualmente crítica da leitura, e, portanto, demanda a compreensão critica da biblioteca. E, por fim, destaca sua experiência na alfabetização de adultos na Ilha de São Tomé e Príncipe no fim da década de 70, quando o país encontrava-se recém-saído do jugo colonial português (lembra um outro país¿). O ponto significativo deste livro e, evidentemente em toda obra de Freire, é que ele deixa bem claro a sua convicção de que não NEUTRALIDADE DA EDUCAÇÃO. Não é possível, seja aqui no Brasil ou em São Tomé e Príncipe pensar uma educação que não esteja a serviço de algo ou alguém, naquele caso a serviço da libertação daquelas pessoas que estavam sendo alfabetizadas e convidadas a participar da história fazendo a história. É dessa forma que ele enfatiza que se fazia necessário “estimular a capacidade crítica dos alfabetizandos enquanto sujeitos do conhecimento, desafiados pelo objeto a ser conhecido.” Não há muito mais o que falar, pois Paulo Freire é conhecido mundialmente pela sua ideologia da libertação. Recomendo essa leitura, pois é breve, porém instigante. “um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado.” Paulo Freire.

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