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    Seringal -

    Miguel Jeronymo Ferrante

    Editora Globo
    2007
    163 páginas
    5h 26m
    ISBN-13: 9788525042927
    Português Brasileiro
    4
    44 avaliações
    Leram72Lendo5Querem100Relendo1Abandonos0Resenhas10
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    Em 'Seringal', do romancista Miguel Jeronymo Ferrante, a floresta amazônica é ao mesmo tempo realidade opressiva e alimento para os sonhos do protagonista Toinho, cuja trajetória acompanhamos desde a infância até o amadurecimento, culminando numa libertação final marcada pela violência. Ambientado no Acre do início do século XX, o livro que inspirou a minissérie 'Amazônia - de Galvez a Chico Mendes', da TV Globo, entrecruza diversas histórias de seringueiros, formando um mosaico no qual a luta contra a natureza inóspita é a moldura para uma disputa ainda mais sangrenta, de homens contra homens. Toinho muitas vezes aparece em segundo plano, à espreita, testemunhando as personagens que transitam à sua frente e que são figuras emblemáticas da vida brasileira - o coronel autoritário e paternalista, o médico que se transforma em político venal, o padre indignado com as injustiças do mundo, a jovem ultrajada e uma miríade de homens cujo desejo de amancipação social acaba se desfigurando em selvageria.

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    Crí­stofer Caetano picture
    Crí­stofer Caetano05/05/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Miguel Ferrante nos transporta à densa vida do homem desbravador amazônico do século XX, do seringueiro que vivia em dívida com seu "senhorio", o seringalista. Em meio a era de ouro da borracha, passando pelas grandes guerras, o apático seringueiro conhece a verdadeira natureza humana, conhece o lado doentio de seus iguais e de si mesmo, conhece a fome e busca sobreviver, agarrado a mais fina esperança por dias melhores. Ao lado de O Empate de Florentina Esteves e Terra Caída de José Potyguara, constitui o retrato amazônico, as histórias e jornadas do meio da selva, do meio do nada. Recomendo à todos os acreanos, aos nortistas e à todos que queiram conhecer um pouco mais as histórias da selva amazônica e de sua árvore mãe, a seringueira. "[...] - Deus do Céu, aquilo não é árvore, é vivente. [...] Óia, não me envergonho de dizer a vosmecê [...] que me dá vontade de abraçar ela, de lhe fazer carinho. Vosmecê já viu seringueira virgem, que não é cortada, não viu? Que bonito! Fica endoidecida, a desgraçada, e se a gente não 'corta', acaba espocando, desfazendo-se em leite. Inté parece que se suicida. Não tenha dúvida, é vivente..."

    10 curtidas

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    Miguel Jerônimo Ferrante

    Miguel Ferrante nasceu em Rio Branco (AC) em 1920. Diplomado em 1945 pela Faculdade de Direito do Pará, culminou sua carreira de magistrado como Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Romancista, novelista e cronista, é autor de Seringal (1971), O Silêncio (1979), Festa de Natal (1982) e Sinal dos Tempos (1999), tendo colaborado em diversos jornais e revistas. Fonte: Seringal

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    1 Seguidor
    Acre, Brasil

    Miguel Jerônimo Ferrante