Miguel Ferrante nos transporta à densa vida do homem desbravador amazônico do século XX, do seringueiro que vivia em dívida com seu "senhorio", o seringalista. Em meio a era de ouro da borracha, passando pelas grandes guerras, o apático seringueiro conhece a verdadeira natureza humana, conhece o lado doentio de seus iguais e de si mesmo, conhece a fome e busca sobreviver, agarrado a mais fina esperança por dias melhores. Ao lado de O Empate de Florentina Esteves e Terra Caída de José Potyguara, constitui o retrato amazônico, as histórias e jornadas do meio da selva, do meio do nada. Recomendo à todos os acreanos, aos nortistas e à todos que queiram conhecer um pouco mais as histórias da selva amazônica e de sua árvore mãe, a seringueira. "[...] - Deus do Céu, aquilo não é árvore, é vivente. [...] Óia, não me envergonho de dizer a vosmecê [...] que me dá vontade de abraçar ela, de lhe fazer carinho. Vosmecê já viu seringueira virgem, que não é cortada, não viu? Que bonito! Fica endoidecida, a desgraçada, e se a gente não 'corta', acaba espocando, desfazendo-se em leite. Inté parece que se suicida. Não tenha dúvida, é vivente..."
Seringal -
Miguel Jeronymo Ferrante
cdl
1972
150 páginas
5h 0m
ISBN-13: 9788525042927
Português Brasileiro
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