A Criação de um Papel -

    Constantin Stanislavski

    Civilização Brasileira
    2014
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788520002674
    Português Brasileiro

    "Os admiradores de "A preparação do ator" e de "A construção da personagem" apreciarão muitíssimo "A criação de um papel". Aqueles para quem a leitura deste livro constitui seu primeiro contato com os escritos de Stanislavski desejarão examinar os outros dois. Um estudo minucioso dos três livros revelará o importante ponto de como aplicar na preparação dos papéis a técnica estudada em aula. Temos aqui, portanto, mais as palavras do mestre que as de seus discípulos. É um livro para todos os profissionais do teatro, bem como para seus estudantes. Quer concordando, quer discordando, no todo ou em algumas partes, é impossível não nos sentirmos estimulados e enriquecidos por ele." Robert Lewis, 1960.

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    Neno16/04/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “Não é sem motivo que nossa palavra “drama” é derivada da palavra grega, que significa “eu faço”.

    Explorar cada vez mais sua própria natureza também é talvez, a melhor forma de multiplicar almas. Com o acaso imposto e a adaptabilidade natural, somos coagidos a exercitar essa multiplicação que vem percorrendo um longuíssimo caminho de refinamento, desde a heresia à estruturação de uma moral fugaz que batalha para descobrir as mais sublimes formas de expressar nossa escala insuficiente. Stanislavski encerra sua coletânea submetendo suas incorporações a mais práticas psicotécnicas e as avaliando equitativamente no aspecto mais importante: atingir o momento da criação através da vivacidade. A própria vivacidade, responsável por florescer uma vertente profunda que visa suprir o sentimento de distância: A filosofia existencialista. Nietzsche, um dos pais dessa vertente diz: O que importa não é a vida eterna, mas a eterna vivacidade das alegrias sem futuro. O diretor também reforça sobre a importância das tentações, entenda: “Uma cópia ruim de um bom modelo é pior do que um bom original de traçado medíocre”. O aguçamento da dualidade visa sintetizar a deliberada lógica de pensamento no ator para que haja poucas, senão nenhuma sugestão externa sobre a correlação de seus sentimentos pessoais e as formas escolhidas para ultrapassar de forma convincente o desafio renascentista: o controle da promiscuidade e resoluções práticas do mistério impetrado na raiz de cada expressão. Em suma, o trabalho consiste em ajustes contínuos como autoanálise induzida, acentuação perceptível nas amálgamas, respeito à sequência criativa e o desenvolvimento do subtexto lógico nos aspectos acessíveis. Com isso, o diretor crê no florescimento do “cogito ergo sum”, ou seja, o modo de vida que amplia a paixão humana e penetra de forma indireta no reino do subconsciente para decodificar o “superobjetivo” no espetáculo. Como diz Shakespeare em Hamlet: “What a piece of work is man”. Link para meus grifados: https://drive.google.com/file/d/1Kdtl3PYhUlJvFLsRqGV_t8hhyFoMvM5W/view?usp=share_link

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