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    El Club Dumas -

    Arturo Pérez-Reverte

    Alfaguara
    2013
    381 páginas
    12h 42m
    ISBN-10: B00CDWLANO
    Espanhol
    4.2
    140 avaliações
    Leram220Lendo13Querem575Relendo1Abandonos9Resenhas11
    Favoritos0Desejados575Avaliaram140

    La gran novela de Arturo Pérez-Reverte que abrió el camino del éxito internacional a los thrillers inspirados en el mundo de los libros ¿Puede un libro ser investigado policialmente como si de un crimen se tratara, utilizando como pistas sus páginas, papel, grabados y marcas de impresión, en un apasionante recorrido de tres siglos? Lucas Corso, mercenario de la bibliofilia, cazador de libros por cuenta ajena, debe encontrar respuesta a esa pregunta cuando recibe un doble encargo de sus clientes: autentificar un manuscrito de Los tres mosqueteros y descifrar el enigma de un extraño libro, quemado en 1667 con el hombre que lo imprimió. La indagación arrastra a Corso -y con él, irremediablemente, al lector- a una peligrosa búsqueda que lo llevará de los archivos del Santo Oficio a los libros condenados, de las polvorientas librerías de viejo a las más selectas bibliotecas de loscoleccionistas internacionales. Construida con excepcional talento narrativo, El club Dumas sitúa pieza a pieza una trama excitante, minuciosa y compleja, donde se dan cita los ingredientes de la novela clásica por entregas, los relatos policíacos y de misterio, los juegos de adivinación y las técnicas del folletín de aventuras. Esta novela fue llevada al cine por el director Roman Polanski con el título La novena puerta. La crítica ha dicho... «Un auténtico thriller, una trama maravillosamente compleja.» The New York Times Book Review «Entre El nombre de la rosa, el juego de rol y Agatha Christie.» L'Express «Hay un escritor español que se parece al mejor Spielberg más Umberto Eco. Se llama Arturo Pérez-Reverte.» La Repubblica «Ni el lector más perspicaz podría anticiparse a las electrizantes sorpresas de este misterio elegante como un Escher.» The New Yorker «El español Pérez-Reverte camina gallardamente sobre las huellas del gran Alejandro Dumas haciendo malabarismos con los personajes, multiplicando pistas falsas e intrigantes misterios.» Bertand Audusse, Le Monde

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    Luciana Darce24/01/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Tábata, do Happy Batatinha, que é membro do nosso Clube do Livro, sugeriu pelo final do ano passado que organizássemos entre os membros da trupe um booktour. O primeiro livro escolhido foi O Clube Dumas, de Arturo Pérez-Reverte, que já viajou de Santa Catarina para Ceará, para Pernambuco e para Bahia, com próxima parada em Minas Gerais. Claro que depois de passar pela minha mão, ele foi com um peso extra, cheio de post-its. Mas como não poderia? O Clube Dumas é um prato cheio para qualquer bibliófilo - especialmente para alguém que gosta de folhetins, Dumas e... Umberto Eco XD Sim, porque esse livro me parece uma grande, enorme homenagem ao Umberto Eco - e metade da graça de lê-lo talvez seja perdida para quem não conheça a obra do italiano. Para começar, o clima dele me fez pensar constantemente em O Pêndulo de Foucault - teorias da conspiração; mentiras, livros e baboseiras (ao menos para os protagonistas) místicas são a receita dos dois e ambos terminam de forma parecida também: com uma interpretação errada. Este é o cerne do livro. Toda a história de O Clube Dumas pode se resumir nas interpretações que Lucas Corso faz dos fatos que estão ocorrendo ao seu redor. Ele relaciona o manuscrito que supostamente seria de Os Três Mosqueteiros com todo o mistério por trás do Nove Portas. Ora, eu poderia escrever um mini-tratado sobre como suas conclusões etsão intimamente relacionadas às idéias de interpretação e superinterpretação do Eco. Segundo Eco, todo texto tem três 'intenções': a do autor, a do leitor e a do próprio texto. O leitor pode ultrapassar os limites das intenções do autor sem grandes problemas - suas experiências pessoais é que vão ditar a forma como se relaciona com o livro e influenciar em sua interpretação final. Mas o leitor não pode ultrapassar as intenções do próprio texto. Ele pode ver uma placa de "não pise na grama" e atravessar o gramado rolando ou de joelhos - e estará dentro dos limites de interpretação do texto (mas muito além dos limites de interpretação interpostos pelo autor, no caso, o legislador). No entanto, não há como ler um artigo sobre economia como uma declaração de amor. A partir do momento em que o leitor ultrapassa as intenções do texto, ele está fazendo uma superinterpretação. Deu para entender? O que o Corso faz um superinterpretação dos fatos - ele relaciona o manuscrito de Dumas com o Nove Portas e assim entende duas histórias que correm paralelas como uma única história entrelaçada - quando tudo o que elas têm em comum é a sua própria presença nelas. A forma como Pérez-Reverte utilizou esse conceito foi genial. Não gostei muito do estilo pesado dele, excessivamente adjetivesco, mas a inteligência, as roldanas, os mecanismos que ele utiliza para fazer funcionar a história fizeram com que eu perdoasse esse pecadillo, que, ao final das contas, é uma questão puramente de estilo. Isso para não falar das inúmeras citações diretas - você tem uma biblioteca incendiada, a busca de um livro proibido, Guilherme de Baskerville, uma série de mortes nos rastros de um livro... quer dizer, OLÁ, O Nome da Rosa! Na verdade, o próprio Eco aparece. Gente, eu quase caí da cama rindo quando vi isso! Pág. 383 - "Olhe quem está chegando. Conhece-o, não é?... Professor de semiótica em Bolonha..." Resumo da história... eu gostei. Algumas partes me deixaram um pouco com pé atrás - como as explicações mais sobrenaturais da coisa... - mas de uma forma geral, o livro se sustenta. E tem a homenagem a Eco, então não é como se eu pudesse reclamar. Há também um filme do inspirado no livro, chamado Nove Portas, com o Johnny Depp fazendo o papel de Lucas Corso e que até tive uma vontade inicial de ver.... Mas aí li uma sinopse dele e acho que o Polanski - que é o diretor - não se dignou a ler o livro, porque numa sinopse de umas dez linhas eu achei umas duzentas contradições com o livro. A começar do fato de que o mistério da história é justamente a ligação do manuscrito de Dumas com o livro medieval que supostamente tem encantos e rituais para chamar o diabo. Vou pensar no caso... se chegar a assistir o filme, dou notícias por aqui. (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

    7 curtidas

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