The Dumas Club - El club Dumas or La sombra de Richelieu

    Arturo Pérez-Reverte

    Vintage Books
    2003
    362 páginas
    12h 4m
    ISBN-13: 9780679777540

    A well-know bibliophile is found hanged days after selling a rare manuscript of Alexander Dumas's classic, The Three Musketeers. Across Madrid, Spain's wealthiest book dealer has finally laid his hands on a 17th-century manual for summoning the devil. Lucas Corso, solitary and obsessive, is the detective hired to authenticate both texts. But the further he follows the trail of devil worship, the more it leads him back to Dumas. He's the unwitting protagonist in someone's evil plot, but is he sleuth or hero, Sherlock Holmes or d'Artagnan? ------------------- What could possibly be the connection between an allegedly authentic manuscript of a chapter from Dumas' The Three Musketeers and a 17th century occult text, a manual for invoking the devil, only one copy of which is believed to have survived after its was publisher was burnt at the stake? Gin-swilling book-hunter Lucas Corso is hired to authenticate the Dumas manuscript. At the same time, Varo Borja, the owner of an occult text, The Nine Doors, persuades him to investigate two further editions of the book known to be in collections in Sintra and Paris. As Corso digs into the mystery, the twilight world of antiquarian bookselling, a milieu of ruthless predators, unfolds. Corso finds himself sharing a stage with a cast of characters who seem to have walked straight off the pages of a Dumas novel. And Corso appears to have been assigned the role of D'Artagnan. The story follows the adventures of a book dealer, Lucas Corso, who is hired to authenticate a rare manuscript by Alexandre Dumas, père. Corso's investigation leads him to seek out two copies of a (fictional) rare book known as De Umbrarum Regni Novem Portis ("Of the Nine Doors of the Kingdom of Shadows"). Corso encounters a host of intriguing characters on his journey of investigation, including devil worshippers, obsessed bibliophiles and a hypnotically enticing femme fatale. Corso's travels take him to Madrid (Spain), Sintra (Portugal), Paris (France), and Toledo (Spain). The Club Dumas is full of details ranging from the working habits of Alexandre Dumas to how one might forge a 17th-century text, as well as insight into demonology. [Film Tie-In of 'The Dumas Club']: Enrique Taillefer is found hanging from a light fitting by the silk belt of his own dressing gown. Beneath him, open on the floor, lies a copy of Alexander Dumas's 'The Viscount Of Bragelonne'. Enrique had just sold a manuscript chapter of Dumas's 'The Three Musketeers' to a bookseller. But Enrique's beautiful widow, Liana, will do almost anything to recover it. Lucas Corso, an obsessional book hunter, is asked to authenticate the Dumas manuscript. He takes it to Boris Balkan, an expert on the nineteenth century novel, who is to play Watson to Corso's Holmes. At the same time, Corso hears of another text owned by one of Spain's wealthiest dealers, which purports to contain instructions on how to invoke the Devil and nine engravings attributed to the hand of Lucifer himself. Side-tracked from the Dumas script, but somehow persuaded by Boris Balkan that there may be some occult link between the two texts, Corso sets out on a hunt that takes him to Sintra and Paris and right to the centre of a dangerous drama which bears all the hallmarks of a Dumas serial - with Corso as a latterday D'Artagnan. Based on the novel 'The Dumas Club' and the film of the same name, directed by Roman Polanski and starring Johnny Depp, Frank Langella, Lena Olin, Emmanuelle Seigner... ==== https://en.m.wikipedia.org/wiki/The_Club_Dumas https://en.m.wikipedia.org/wiki/Arturo_Pérez-Reverte https://pt.m.wikipedia.org/wiki/The_Ninth_Gate https://m.imdb.com/title/tt0142688/

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    Luciana Darce24/01/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Tábata, do Happy Batatinha, que é membro do nosso Clube do Livro, sugeriu pelo final do ano passado que organizássemos entre os membros da trupe um booktour. O primeiro livro escolhido foi O Clube Dumas, de Arturo Pérez-Reverte, que já viajou de Santa Catarina para Ceará, para Pernambuco e para Bahia, com próxima parada em Minas Gerais. Claro que depois de passar pela minha mão, ele foi com um peso extra, cheio de post-its. Mas como não poderia? O Clube Dumas é um prato cheio para qualquer bibliófilo - especialmente para alguém que gosta de folhetins, Dumas e... Umberto Eco XD Sim, porque esse livro me parece uma grande, enorme homenagem ao Umberto Eco - e metade da graça de lê-lo talvez seja perdida para quem não conheça a obra do italiano. Para começar, o clima dele me fez pensar constantemente em O Pêndulo de Foucault - teorias da conspiração; mentiras, livros e baboseiras (ao menos para os protagonistas) místicas são a receita dos dois e ambos terminam de forma parecida também: com uma interpretação errada. Este é o cerne do livro. Toda a história de O Clube Dumas pode se resumir nas interpretações que Lucas Corso faz dos fatos que estão ocorrendo ao seu redor. Ele relaciona o manuscrito que supostamente seria de Os Três Mosqueteiros com todo o mistério por trás do Nove Portas. Ora, eu poderia escrever um mini-tratado sobre como suas conclusões etsão intimamente relacionadas às idéias de interpretação e superinterpretação do Eco. Segundo Eco, todo texto tem três 'intenções': a do autor, a do leitor e a do próprio texto. O leitor pode ultrapassar os limites das intenções do autor sem grandes problemas - suas experiências pessoais é que vão ditar a forma como se relaciona com o livro e influenciar em sua interpretação final. Mas o leitor não pode ultrapassar as intenções do próprio texto. Ele pode ver uma placa de "não pise na grama" e atravessar o gramado rolando ou de joelhos - e estará dentro dos limites de interpretação do texto (mas muito além dos limites de interpretação interpostos pelo autor, no caso, o legislador). No entanto, não há como ler um artigo sobre economia como uma declaração de amor. A partir do momento em que o leitor ultrapassa as intenções do texto, ele está fazendo uma superinterpretação. Deu para entender? O que o Corso faz um superinterpretação dos fatos - ele relaciona o manuscrito de Dumas com o Nove Portas e assim entende duas histórias que correm paralelas como uma única história entrelaçada - quando tudo o que elas têm em comum é a sua própria presença nelas. A forma como Pérez-Reverte utilizou esse conceito foi genial. Não gostei muito do estilo pesado dele, excessivamente adjetivesco, mas a inteligência, as roldanas, os mecanismos que ele utiliza para fazer funcionar a história fizeram com que eu perdoasse esse pecadillo, que, ao final das contas, é uma questão puramente de estilo. Isso para não falar das inúmeras citações diretas - você tem uma biblioteca incendiada, a busca de um livro proibido, Guilherme de Baskerville, uma série de mortes nos rastros de um livro... quer dizer, OLÁ, O Nome da Rosa! Na verdade, o próprio Eco aparece. Gente, eu quase caí da cama rindo quando vi isso! Pág. 383 - "Olhe quem está chegando. Conhece-o, não é?... Professor de semiótica em Bolonha..." Resumo da história... eu gostei. Algumas partes me deixaram um pouco com pé atrás - como as explicações mais sobrenaturais da coisa... - mas de uma forma geral, o livro se sustenta. E tem a homenagem a Eco, então não é como se eu pudesse reclamar. Há também um filme do inspirado no livro, chamado Nove Portas, com o Johnny Depp fazendo o papel de Lucas Corso e que até tive uma vontade inicial de ver.... Mas aí li uma sinopse dele e acho que o Polanski - que é o diretor - não se dignou a ler o livro, porque numa sinopse de umas dez linhas eu achei umas duzentas contradições com o livro. A começar do fato de que o mistério da história é justamente a ligação do manuscrito de Dumas com o livro medieval que supostamente tem encantos e rituais para chamar o diabo. Vou pensar no caso... se chegar a assistir o filme, dou notícias por aqui. (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

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